Edição 25 - Outubro de 2008

2. JOÃO GILBERTO

O revolucionário pai da bossa nova
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JOÃO GILBERTO
Marcos Hermes/Divulgação
por Por Marcus Preto

Qualquer músico brasileiro pós-1959 (há quem chegue até nos Beatles) foi reinventado por João Gilberto. Radical, sua experiência alterou de forma irreversível nosso DNA musical. Na superfície, o que ela parece propor é simplesmente "economia". Mas essa é só sua primeira pele (a mais valorizada por seus seguidores menores, é verdade). Lá no fundo, a história é mais radical. Tratase de desmontar e reconstruir as canções, refazendo seu esqueleto: cada som (melodia, harmonia, ritmo, dinâmica) é deslocado para outro lugar pela força do violão sincopado, dos acordes invertidos, da voz flutuante. Se houvesse espaço, seria possível desenvolver aqui várias teses sobre cada causa e efeito de seu método libertário de lidar com música. Mas o melhor em João é que não é preciso qualquer conhecimento teórico para usufruir de seu impacto. Ele é orgânico, inconsciente. Ele é.

Ainda que Tom Jobim tenha levado a melhor nesta lista, é absolutamente certo que ele jamais se tornaria o ícone que é se não tivesse surfado na primeiríssima onda da invenção gilbertiana. Alguns poderão rebater essa afirmação, dizendo que Jobim já era Jobim quando João apareceu. Mais ou menos. Jobim já era o que talvez continuasse sendo para sempre: um dos maiores compositores (e arranjadores) da canção brasileira. Como Caymmi ou, depois, Chico Buarque (ou Radamés Gnattali). Não é pouco. Mas João o colocou além. Fez dele um símbolo, o maestro e compositor fundamental da bossa nova, o movimento mais importante da nossa música. E influenciou completamente seu jeito de compor dali em diante. Sim, João também desmontou e reconstruiu Tom Jobim.

1. TOM JOBIM
O maestro soberano da Música Popular Brasileira

2. JOÃO GILBERTO

3. CHICO BUARQUE
O poeta versátil da canção popular

4. CAETANO VELOSO
Um ser onipresente na música brasileira

5. JORGE BEN JOR
A estética revolucionária de um gênio autodidata

6. ROBERTO CARLOS
O artista que é a cara do Brasil

7. NOEL ROSA
Mito da boemia, ele morreu jovem demais

8. CARTOLA
O talento e a pureza de um gênio silencioso

9. TIM MAIA
Sem mudar os rumos da música, deixou marcas profundas

10. GILBERTO GIL
Sua carreira se confunde com a história de nossa cultura

Você conhece os outros 90 artistas nas páginas da edição 25 da RS Brasil, outubro de 2008

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