Edição 25 - Outubro de 2008

3. CHICO BUARQUE

O poeta versátil da canção popular
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CHICO BUARQUE
João Wainer
por Por Toninho Spessoto

A importância de chico buarque de Hollanda para a Música Popular Brasileira pode ser definida de várias formas. Artista combativo, não hesitou em cantar as agruras do homem simples na emblemática "Pedro Pedreiro" (1965), em meio aos primeiros arroubos da ditadura militar. Teve participação ativa nos festivais de MPB com canções como "A Banda", clamor pela liberdade de expressão, "Roda Viva", protesto contra a repressão, e "Sabiá", parceria com Tom Jobim, canto em favor dos brasileiros - como ele - forçados a viver no exílio. Chico abriu os anos 70 com o demolidor Construção (1971), disco que enfrentava, através de canções extremamente fortes, os ditames ditatoriais. Ainda nessa década, exaltou a liberdade no proibido Calabar, belíssimo espetáculo teatral. Mais uma vez clamou pela preservação dos direitos civis no samba "Apesar de Você". Fez o musical Ópera do Malandro, sucesso em teatro e cinema. Criou a trilha do filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, um dos maiores êxitos cinematográficos nacionais. Nos anos 80, compôs trilhas sonoras para balé em parceria com Edu Lobo - O Grande Circo Místico, Dança da Meia-Lua, O Corsário do Rei e, tempos depois, Cambaio. No início da década de 90, enveredou pelos livros com sucesso, com Estorvo, Budapeste e Benjamim. Hoje se alterna entre música e literatura, sempre com desenvoltura e qualidade. Pode não ser tão combativo quanto no passado, mas segue com afiado espírito crítico. É, acima de tudo, um poeta da canção popular.

1. TOM JOBIM
O maestro soberano da Música Popular Brasileira

2. JOÃO GILBERTO
O revolucionário pai da bossa nova

3. CHICO BUARQUE

4. CAETANO VELOSO
Um ser onipresente na música brasileira

5. JORGE BEN JOR
A estética revolucionária de um gênio autodidata

6. ROBERTO CARLOS
O artista que é a cara do Brasil

7. NOEL ROSA
Mito da boemia, ele morreu jovem demais

8. CARTOLA
O talento e a pureza de um gênio silencioso

9. TIM MAIA
Sem mudar os rumos da música, deixou marcas profundas

10. GILBERTO GIL
Sua carreira se confunde com a história de nossa cultura

Você conhece os outros 90 artistas nas páginas da edição 25 da RS Brasil, outubro de 2008

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