Edição 25 - Outubro de 2008

4. CAETANO VELOSO

Um ser onipresente na música brasileira
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CAETANO VELOSO
Daniel Klajmic
por Por Marcus Preto

Não há nada na música popular do Brasil que não esbarre em Caetano Veloso. Assim como a bossa nova de João Gilberto, o tropicalismo (movimento engendrado não só por Caetano, mas principalmente por ele) causou um efeito irreversível: tornou indisponível às gerações posteriores a sua explosão qualquer contato "virgem" com algum outro segmento musical. É involuntário: tudo o que ouvimos hoje - mesmo o que foi criado antes (ou à parte) da existência de Caetano - nos atinge invariavelmente modificado pelos conceitos demolidores colocados por ele naquele momento (e depois), todos já tão assimilados por nossos tímpanos. Mais do que a música, Caetano revolucionou o olhar do Brasil em relação a ela, e em relação a si próprio. A revolução começou no Festival da Record de 1967, em que o baiano apresentou sua marcha-rancho "Alegria Alegria" acompanhado pelas polêmicas guitarras elétricas do grupo de rock argentino Beat Boys. Essa tacada (e as seguintes) não só implodiria os dogmas cravados pela MPB até ali como redefiniria os ouvidos do futuro sobre o que quer que por eles viesse a entrar. E nada mais seria como um dia foi.

1. TOM JOBIM
O maestro soberano da Música Popular Brasileira

2. JOÃO GILBERTO
O revolucionário pai da bossa nova

3. CHICO BUARQUE
O poeta versátil da canção popular

4. CAETANO VELOSO

5. JORGE BEN JOR
A estética revolucionária de um gênio autodidata

6. ROBERTO CARLOS
O artista que é a cara do Brasil

7. NOEL ROSA
Mito da boemia, ele morreu jovem demais

8. CARTOLA
O talento e a pureza de um gênio silencioso

9. TIM MAIA
Sem mudar os rumos da música, deixou marcas profundas

10. GILBERTO GIL
Sua carreira se confunde com a história de nossa cultura

Você conhece os outros 90 artistas nas páginas da edição 25 da RS Brasil, outubro de 2008

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