Edição 44 - Maio de 2010

Novo Fôlego com Outra Voz

Rome Ramirez, 21 anos, substitui Brad Nowell, morto em 1996, em nova turnê do Sublime
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por Por Evan Serpick

No fim de abril, os membros sobreviventes do Sublime se uniram ao desconhecido Rome Ramirez para um show em Los Angeles, marcando um novo capítulo na história da banda de ska-punk. "Pode não ser o Sublime, porque aquilo era Eric [Wilson, baixista], Brad e eu", diz o baterista Bud Gaugh. "O que temos é uma tela em branco." Se a turnê de seis datas for bem, a banda - que tem se autointitulado Sublime with Rome - continuará na estrada até pelo menos o meio do ano e gravará um novo álbum. Catorze anos depois da morte do líder, Bradley Nowell, por overdose de drogas, o trabalho do Sublime ainda é surpreendentemente popular. Músicas como "Santeria" e "Wrong Way" tocam bastante nas rádios norteamericanas de rock alternativo - "Date Rape" é a música mais pedida da história da KROQ, de Los Angeles. O disco de estreia em uma grande gravadora, de 1996 - lançado semanas após a morte de Nowell - vendeu mais de 6 milhões de cópias nos Estados Unidos

Gaugh e o baixista Wilson encerraram as atividades do grupo depois da morte do vocalista. Mas em 2008, quando um amigo de Wilson os apresentou a Ramirez - que soa assustadoramente como Nowell -, a dupla começou a discutir a reunião. "Eric disse 'Esse cara tem uma voz de ouro e toca guitarra como um filho da puta'", relembra Gaugh. Ramirez fazia shows solo na Califórnia antes de entrar na banda e ouviu falar do Sublime pela primeira vez na 5ª série. "Antes, eu só queria saber de skate e rap", diz Ramirez. O trio fez uma jam na casa de Gaugh, em fevereiro de 2009. "Depois das primeiras notas, foi aquela coisa tipo 'Uau, é pra valer'", diz Gaugh. Em seguida, a banda fez uma apresentação-surpresa em uma casa noturna, um aquecimento para a primeira aparição pública oficial, no Cypress Hill's Smokeout Festival, nas proximidades de Los Angeles, em outubro de 2009. O show atraiu uma plateia de mais de 15 mil pessoas. Mas a banda encontrou um problema: dias depois do show, aviúva de Nowell ameaçou processá-los.

Depois de um acordo fechado em janeiro, a banda agendou a turnê de aquecimento. O agente de Chicago Andy Cirzan queria levar o trio para uma casa de 4.800 lugares, mas eles pediram para tocar em uma de 2.500. "Há muito dinheiro aí fora - muitas bandas diriam 'Vamos vender quantos ingressos pudermos'", diz Cirzan, que acha que o grupo é capaz de lotar casas grandes. "Há um poderoso legado em jogo." E a banda tem plena confiança de que o show irá ao encontro das expectativas dos fãs. "Bud e Eric dizem que, quando fecham os olhos, sentem como se Brad também estivesse ali", diz Ramirez.