Edição 108 - Agosto de 2015

Homem de Frente

Feliz com o novo álbum solo, o guitarrista Albert Hammond Jr. planeja se apresentar na edição brasileira do festival Lollapalooza
  • Imprimir
Homem de Frente
Divulgação
por Lucas Borges

Duas personalidades parecem tomar conta de Albert Hammond Jr. Uma delas segue carreira solo e anda nas nuvens com o terceiro disco da carreira. Já a outra vive atormentada pela indefinição do futuro como guitarrista do Strokes. Ninguém sabe sequer se o grupo norte- -americano volta aos palcos, mas a agenda solo de Hammond Jr. caminha mais fi rme do
que nunca – e deve incluir o Brasil.

Recuperado há poucos anos do consumo compulsivo de cocaína, quetamina e heroína, o músico curte o que acredita ser o melhor momento da vida com Momentary Masters,
lançado em 31 de julho. É o primeiro disco dele em cinco anos.

“Com um passo por vez, fazendo um pouco a cada dia, você chega a um lugar melhor. Tenho sorte de ter uma base, uma esposa forte, sou capaz de criar mais e melhor do que antes”, afirma o músico. “Sempre tive um pouco de medo e insegurança, mas enterrei tudo isso. Assim é possível crescer, e se você cresce, muda; e, se muda, melhora.”

No entanto, a fórmula do indie rock que vem agradando aos fãs desde o início dos anos 2000 não muda, a não ser pelo fato de o guitarrista – e atualmente também vocalista – ter começado a gostar de fato dos holofotes. “Acho que nesse disco estou me sentindo mais confortável como performer”, diz.

Hammond Jr. provavelmente fi caria satisfeito em falar apenas dele, da fase feliz e do próprio som. Porém, não consegue fugir de perguntas sobre o Strokes. Estaria a banda de fato trabalhando em um novo álbum, como já declarou o líder, Julian Casablancas? “Talvez ele esteja, mas não comigo. Não estou com a cabeça nisso no momento, estou trabalhando na divulgação deste álbum. Acho que há tempo sufi ciente para os dois [projetos]. Mas não controlo um grupo de cinco componentes.”

Entre agosto e dezembro deste ano, o artista se ocupará com uma série de 60 apresentações pela Europa e América do Norte. Em 2016, há boas chances de que ele apareça no
Brasil – uma negociação para tocar na próxima edição nacional do Lollapalooza, em São Paulo, já está em curso. “Esse é meu sonho: aproveitar a ida ao festival e fazer shows bem
pequenos, para pessoas que não iriam ao evento”, ele deseja.