Edição 115 - Março de 2016

Palco, Vídeo, Som

Atriz, comediante e cantora, Samantha Schmütz mergulha na carreira musical
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Divulgação
por Stella Rodrigues

Samantha Schmutz ri ao falar de um dos primeiros shows a que foi, aos 5 anos, quando o pai a levou para ver Rita Lee. “Ele perguntou se eu estava gostando e eu disse: ‘Estou, mas está muito alto!’” Filha de uma bailarina, ela sente que não poderia ter seguido outro caminho a não ser o de aproveitar seus múltiplos talentos como atriz, cantora, dançarina e comediante – não necessariamente nessa ordem.

“O que realmente amo é estar no palco cantando”, crava. Hoje, é essa porção artística que a tem consumido com mais intensidade. Ela estreia em abril, no canal Bis, o Samantha Canta: são três episódios e em cada um a apresentadora mais um convidado homenageiam um gênero específico. “Minha carreira de cantora não tem tanta exposição quanto a de atriz, mas meus trabalhos sempre envolvem música. Tento imitar uma cantora, por exemplo – mas cantora boa! Não imito cantora ruim, que é para mostrar que eu sei cantar, entendeu? [risos]”

Questionada sobre o texto a respeito de disparidade salarial entre gêneros escrito pela atriz Jennifer Lawrence, Samantha diz que reflete sobre questões como essa. “A arma que tenho para lidar é a qualidade do meu trabalho. E assino embaixo de Jennifer! Se encontrar com ela, direi: ‘Amiga, se quiser posto no meu Insta para dar uma força na batalha’.

A multi-artista cita três cantoras que ela vê como empoderadoras

Elis Regina
“É uma artista brasileira que é do mundo. É um orgulho nacional! Uma cantora muito talentosa e popular ao mesmo tempo. Além disso, foi uma mulher sem medo nenhum de se expressar”

Madonna
“Ela poderia ser mais uma entre várias no mercado da música, no entanto foi responsável por grandes mudanças na indústria fonográfica. Desde o primeiro álbum defende latinos, negros e gays”

Nina Simone
“Um ótimo exemplo de que o talento sempre vence. Uma mulher negra que nasceu na Carolina do Norte, onde tinha segregação, e desde pequena soube o que é o preconceito e como vencê-lo”