Edição 118 - Junho de 2016

Muito Além das Grades

Orange Is the New Black retorna para quarta temporada ampliando a trama, mas sem abandonar a ideia de inclusão
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Muito Além das Grades
Reprodução
por Lucas Brêda

“Há algo relacionado a nós – uma coisa calorosa, cultural – que transcende. Mesmo que sejamos de lugares diferentes”, diz Elizabeth Rodriguez, intérprete da personagem Aleida Diaz em Orange Is the New Black, tentando explicar o apelo e a identificação gerados pelo grupo de latinas que está na série. “É a paixão que temos, o jeito como nos expressamos com o corpo, tudo.”

As latinas não são novidade em Orange Is the New Black, mas é com uma delas que se desenvolve uma das histórias secundárias mais interessantes e que deixam a trama mais abrangente da quarta temporada (na Netflix a partir de 17 de junho): o destino do filho recém-nascido da presidiária Dayanara Diaz (Dascha Polanco) com o guarda John Bennett (Matt McGorry).

“O que mais gosto é que nesta temporada o sistema carcerário será como um novo personagem. Vamos realmente ver o sistema, se ele é corrupto ou não, e conheceremos os CEOs e as pessoas responsáveis por essas mulheres”, revela Selenis Leyva, intérprete da detenta Gloria. “Veremos que eles nem sempre têm os melhores interesses.” Também latina, ela destaca a capacidade da produção de contar múltiplas histórias e dar espaço a diferentes culturas. “É maravilhoso que as latinas ganhem mais atenção, sabe? A Netflix e a série começaram uma nova tendência, de que tudo bem contar histórias diferentes”, reflete. “Temos 13 episódios e eu lhe garanto que todos os personagens de que você gosta, e até os de que você não gosta, vão aparecer. Vai ser bom para todo mundo.”