Edição 119 - Julho de 2016

Diversão Materializada

A realidade virtual foi a grande estrela da E3, que também promete trazer novo fôlego ao Rock Band
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Diversão Materializada
Divulgação
por Gus Lanzetta

Na mais recente edição da E3, evento anual de videogames realizado em Los Angeles, a presença dos dispositivos de realidade virtual e a exploração dessa tecnologia foi inescapável. O Oculus Rift e o HTC Vive já estão disponíveis para os consumidores e, mesmo com o preço alto, os produtos têm vendido bastante. Além disso, o PlayStation VR, da Sony, chegará em outubro com suporte de diversas produtoras e prometendo ser vendido por um valor inferior ao da concorrência. Se houve uma decepção quanto à realidade virtual na E3, foi perceber o quanto essa tecnologia ainda tem em comum com os sensores de movimento que ganharam tanta atenção há dez anos com o Wii, da Nintendo.

Por enquanto o formato apresenta diversas limitações e há uma notável diferença nas decisões de cada estúdio para lidar com as pectos básicos (como controle de câmera), além de haver um furor do público por ver algo que não se pareça com um videogame tradicional.

Na verdade, trata-se de versões mais imersivas, ainda que simplificadas, de jogos tradicionais. E o problema de os games de realidade virtual serem simples é que, assim como acontecia no Wii, eles se tornam desinteressantes após a primeira meia hora de jogo: são muitas experiências rasas e/ou cansativas que rapidamente deixam de ser divertidas. Alguns títulos que escaparam a essa regra foram Farpoint, que mostra o potencial de jogos de tiro em RV; Irrational Exuberance, cuja psicodelia não funcionaria astão bem em uma tela normal e, é claro, os jogos de terror, como Resident Evil 7, Sisters e Here They Lie, que extraíram o melhor uso dos visores: é incrível como estar
inserido no ambiente transforma os sustos mais banais em grandes choques.

Resta saber se o futuro da realidade virtual é crescer e desaparecer, como aconteceu com o Wii, ou se estabelecer em seu nicho, como aconteceu com jogos musicais, a exemplo de Rock Band – que, aliás, tem uma versão em RV sendo criada e reapareceu na feira deste ano com novas guitarras-joystick inspiradas nos instrumentos Fender (a fabricante renovou o contrato que permite o uso de seus produtos no jogo por mais dez anos). “As pessoas amam Rock Band e temos uma quantidade saudável de novos jogadores descobrindo a franquia”, afirma Dan Walsh, representante da produtora Harmonix, sobre a atual encarnação do game,Rock Band 4.