Edição 123 - Novembro de 2016

Puro Suor

Felipe Cordeiro prepara álbum de inéditas e primeiro DVD da carreira
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Puro Suor
Daryan Dornelles/Divulgação
por José Flávio Junior

Neste final de 2016, o paraense Felipe Cordeiro é a encarnação da passagem bíblica “Com o suor do teu rosto, comerás o teu pão”. Ao mesmo tempo que manda para o mercado Brea Époque, primeiro DVD da carreira, ele formata em estúdio seu próximo álbum de inéditas, Transpyra, previsto para o semestre seguinte. Em comum, os dois produtos fazem referência ao suadouro em seus títulos – “brea” é uma expressão corriqueira em Belém, usada para se referir ao aspecto de rosto melado, tão comum por causa do clima quente e úmido da cidade.

O DVD, dirigido por Vladimir Cunha, alterna cenas de uma apresentação do cantor e guitarrista na capital paraense com passeios ao lado dos convidados Siba, Tulipa Ruiz e Kassin, além de seu pai, a lenda Manoel Cordeiro. Kassin, que dividiu a produção de Se Apaixone pela Loucura do Seu Amor (2013) com Carlos Eduardo Miranda, agora assume Transpyra sozinho. Bancado por financiamento coletivo, o álbum deve mostrar um Cordeiro mais eletrônico e experimental. “Andei pirando com Bomba Estéreo, Calle 13, cumbia digital e toda essa produção ‘eletro-tropical’ latino-americana recente”, conta. O que nos leva ao “y” de Transpyra. Após pensar na palavra que batizaria o álbum, o autor de “Problema Seu” – eleita a melhor música de 2013 pelo júri da Rolling Stone Brasil – inventou de adicionar esse “y” na grafia e criar uma identidade xamânica. “Transpyra pode ser uma deusa da dança, uma entidade indígena psicodélica”, viaja o músico. Ainda em fase de definição, o repertório do disco tem garantida uma nova parceria do paraense com Arnaldo Antunes (eles já tinham colaborado em “Ela É Tarja Preta”) e pode incluir o hit de show “Pepeu e Papai”, que celebra o virtuosismo e a alegria de Pepeu Gomes e Manoel Cordeiro.

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