Edição 82 - Julho de 2013

De pioneiro do punk a ídolo da garotada, João Gordo explica como consegue se reinventar

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por André Barcinski

Poucos artistas no mundo são polivalentes a ponto de participar de um programa infantil na TV e, no dia seguinte, se apresentar em um festival de música extrema, junto a masoquistas pendurados por anzóis e freaks que martelam pregos nos próprios membros. Mas assim é a vida de João Francisco Benedan, 49 anos, mais conhecido por João Gordo. “Eu sou um paradoxo ambulante”, ele diz, esparramado em um sofá na confortável casa modernista que divide com a mulher e empresária, Vivi Torrico, e os filhos Victoria e Pietro, em São Paulo.

A vida de João Gordo: uma autobiografia está a caminho..

Esses dias, Gordo voará da Flórida, onde participa da final do programa infantil Ídolos Kids, para a República Tcheca, onde o grupo dele, o Ratos de Porão, é uma das atrações da 15ª edição do Obscene Extreme, o maior festival de música extrema do mundo. O evento reunirá cerca de 70 bandas, de nomes cultuados do submundo do rock, como Napalm Death e Negative Approach, a grupos menos conhecidos – porém igualmente barulhentos – como Horsebastard e Haemorrhage.

Em 2013, João Gordo completa 30 anos como vocalista do Ratos de Porão, uma das bandas mais longevas do Brasil, conhecida em todo o mundo por discos clássicos do hardcore latino-americano, como Crucificados pelo Sistema (1984), Brasil (1989) e Anarkophobia (1991). Filho de um guarda civil e uma manicure, Gordo cresceu no mundo alternativo de punks, skinheads e headbangers, mas ficou famoso mesmo na MTV, onde comandou vários programas por 14 anos.

O ano de 2013 marca outro aniversário de 30 anos: o da primeira vez em que João Gordo foi chamado de “traidor do movimento”. Nestas três décadas, foram vários os movimentos “traídos” por ele: quando era punk, virou fã de heavy metal; quando era alternativo, virou apresentador de TV. Fez uma música esculhambando pastores evangélicos, para depois ir trabalhar na Record, emissora do bispo Edir Macedo. Esse “paradoxo”, como ele diz, o acompanha no dia a dia: João e família já saíram da festa de aniversário do filho da apresentadora Eliana, em um bufê de luxo, diretamente para um show do grupo de grindcore Brujeria. Recentemente, ele fez uma operação nas pernas que o deixou de molho em casa por várias semanas. Na sala ampla de casa onde mora, decorada com pôsteres de bandas agressivas, como Rystetiit e Discharge, recebeu telefonemas e cartões de melhoras de amigas como Adriane Galisteu, Kelly Key e Joana Machado, vencedora do reality show A Fazenda.

Assim, como João Gordo consegue equilibrar a vida com Kelly Key de um lado e o Brujeria de outro? “Eu não tenho contrato com ninguém, faço o que gosto”, diz o cantor, sem hesitar. “Depois de uma certa fase, você para de se preocupar tanto com o que as pessoas acham de você.”

Você vai participar do júri do Ídolos Kids em Miami, e de lá sai para tocar com o Ratos em um festival de música extrema....
Acho que sou o único cara do mundo que tem esse paradoxo. Eu sou um paradoxo ambulante, tenho um pé no mainstream mais desprezível e outro pé no underground mais podre do mundo.

Você acha que sua figura pública foi ficando mais mainstream enquanto o Ratos foi ficando cada vez mais extremo?
Eu não ligo pro que falam de mim. Não tenho nada a perder no quesito “traidor do movimento”. Sou criticado há muitos anos, desde que falei, no fanzine Lixo Cultural, em 1983, que o Ratos não era mais punk – era hardcore. Foi aí que começou essa lenda da “traição do movimento”.

Como foi essa história?
Em 1983, época do hardcore europeu e americano, eu estava ouvindo coisas tipo Rystetiit, Discharge, Dead Kennedys, Rattus, Minor Threat, Disorder. Não tinha internet, e as coisas demoravam para chegar , mas a gente tinha contato com o pessoal de fora, via carta, e estava ligado no que estava rolando. Enquanto a gente ouvia hardcore, a maioria dos punks daqui só ouvia Sex Pistols, Exploited, Clash, Ramones, as bandas [do ano] “77”. Daí eu disse que o Ratos não era punk, era hardcore, e o bicho pegou.

O que houve?
Eu fui agredido, me ameaçaram. Naquela época, por causa do filme Warriors – Os Selvagens da Noite, a cena punk em São Paulo era dividida por bairros, cada um tinha sua gangue. Quem viu o Botinada [documentário de Gastão Moreira sobre a cena punk paulistana] sabe. Eu era da zona norte. Passei a andar com a chamada Turma da Carolina. Depois, a coisa ficou ainda pior quando o Ratos começou a tocar metal.

Como você foi parar na MTV?
Eu vivia de fazer shows com os Ratos e de escrever umas matérias pra Bizz, pra Folha e pra uma revista de skate chamada Yeah, mas não tinha dinheiro pra nada. O que tinha, eu gastava em coxinha, fumo e cerveja. Daí a MTV começou a me chamar pra fazer umas reportagens, viram que eu era engraçado no vídeo. Fiz a entrega de um prêmio, entrevistei o Mamonas Assassinas e a Hebe Camargo, os caras da MTV gostaram. Depois de umas duas vezes, eu disse: “Porra, por que vocês não param de me dar tapinha nas costas e me contratam logo?” Aí me contrataram. Fui fazer o Feirão MTV, um programa na praia, com a Sabrina [Parlatore].

Você fez o Garganta e Torcicolo...
Esse programa era de tarde, eu adorava. Era ao vivo, um programa infantil do inferno. Nessa época eu tava loucão, chegava no programa virado de balada, falando merda, sem controle nenhum. Eu ia pro Love Story [casa noturna paulistana], ficava lá a noite toda e chegava às 3 da tarde na MTV, de mão dada com uma puta, louco de ecstasy, de ácido e de pó. Era por isso que eu bebia tanta água no programa! Mas o programa fez um puta sucesso. Lembro que o André Vaisman, que foi um dos melhores diretores que a MTV teve, adorava o programa, ele viu o potencial do louco. Eles me deixavam solto, não tinha texto. Dali, fui pro Gordo Pop Show, comecei a fazer entrevista, entrevistei o Ratinho, o Marky Ramone, era um programa de games, e eu era a Dercy Gonçalves do inferno. Entrevistei o Fofão, foi engraçado demais. Teve uma com o Bozo e o Sergio Mallandro juntos, em que eu perguntei pro Bozo por que ele cheirava tanto quando fazia o programa.

Como foi isso?
Teve uma época em que eu saí do Ratos. A banda não tinha nem instrumento, só o Jão que tinha duas baquetas. Os caras estavam tão fodidos que tocavam com instrumentos emprestados. E todas as bandas de que eu gostava começaram a virar metal: Discharge virou metal, English Dogs virou metal, todo mundo começou a deixar o cabelo crescer. Eu só não deixei porque meu cabelo virou black power, cresceu pra cima, eu parecia o vocalista do MC5! Tem uma foto dessa época em que aparecem eu, o Skowa, da Máfia, e o Paulinho Barnabé, e a gente tá parecendo o Jackson Five! Nessa época, as bandas de metal começaram a ficar mais radicais: o Metallica lançou o Kill Em’ All, o Slayer veio com Show No Mercy, o Venom lançou Black Metal. Eu ouvia isso direto. Daí, o Jão me ligou chamando para voltar pra banda e eu disse que só ia se o Ratos começasse a tocar metal.

O que você fazia para ganhar a vida?
Eu era recepcionista de um flat em Higienópolis, vê se pode...

Playlist: João Gordo fala sobre o punk paulistano..

Você cansou logo da cena punk?
Ah, enchi o saco. Os punks viviam tomando Artania, que era um remédio de louco, você ficava zureta, dava um nó na garganta e alucinação. Naquela época não tinha pó, não tinha ácido, a gente não tinha dinheiro nem para ficar louco. A cena punk em São Paulo era tosca, só tinha gangue, bandido, trombadinha, a noção de ideologia era rudimentar, ninguém sabia nada sobre anarquia ou política. Os mais inteligentes e informados ali eram o Clemente [da banda Inocentes], o Ariel [Restos de Nada], o Redson [Cólera] e o Fábio [Olho Seco]. O resto só queria saber de bagunça, de brigar, de cheirar cola e ouvir Sex Pistols e Ramones. Era tosco demais, véio.

E você gostou da cena de metal?
Claro: tinha show, tinha mulher e não tinha briga. Começamos a tocar em shows de metal, fizemos shows no Aeroviários, no Circo Voador. Daí, lançamos o Descanse em Paz (1986), que já tinha todos os clichês de metal, era uma tentativa tosca de fazer um metal-punk, aí começou o estigma de traidor, nego me ameaçando, querendo me pegar na rua.

Chegou a rolar algo mais violento?
Ah, rolou. Eu frequentava o Rainbow, um bar de metaleiro no Jabaquara, e ia pra lá de metrô. E, nessa época São Paulo tinha um ar meio Warriors, eu pegava o metrô em Santana e tinha de atravessar a cidade, e tinha estações perigosas, onde era fácil trombar punks e carecas: Sé, São Bento e Santa Cruz. Era uma aventura. Uma vez, trombei um grupo de carecas, estavam indo pro festival de Águas Claras e desceram no Tietê pra pegar o ônibus. Lembro bem, era uma sexta-feira, os caras ficaram me xingando, eu mandando beijinho pra eles, mas ficou nisso. No domingo, fui pro Rainbow ver um show. Na volta, quem entra no vagão? Os oito carecas! A porta mal fechou e os caras já começaram a me cobrir de porrada. Nessas horas você vira ninja, né? Eu segurei na barra do vagão e comecei a dar uns chutes nos caras. Daí um deles – juro – tinha um arco e flecha! Não sei de onde o cara tirou aquilo, mas tinha, com peninha rosa na ponta e tudo, e tentou me dar uma flechada. Eu acertei uma pezada no cara, daí alguém puxou a corda de emergência e o metrô parou entre a estação Tietê e Carandiru. Os seguranças vieram, eu saí de lá e entrei no primeiro ônibus que passou.

Depois os punks te xingavam porque você era famoso?
Eu sempre fui conhecido. Em 1990, fiz as “Páginas Amarelas” da Veja, isso bem antes de entrar na MTV. Outro dia eu reli a entrevista: que troço escroto! Eu falei uma pá de groselha agressiva, eu era um cara que tava cagando e andando pra vida, queria mais é chocar mesmo. Mas eu não sou aquele cara mais, as pessoas mudam...

Mas você também cheirava no programa...
Sim, eu não tinha controle. Eu só ia em bar de “pego”, tipo Superbacana, Jungle, Torre do Doutor Zero. Ia no Hell’s, tomava de 12 a 15 comprimidos de ecstasy por noite. Eu morava com uma amiga no Brooklyn. A energia no meu quarto era tão pesada, que o quarto apodreceu. Era tanta balada, teco, pó e puta, que o teto caiu!

Você chegou a ir para a UTI, não?
Duas vezes, em 2000 e 2001. Foi minha época mais trash, eu pesava 200 quilos e só queria saber de balada. A primeira vez, eu estava em Paraty, tomei um porre de [cachaça] caramelada, caí de um barranco e quebrei a costela, mas deixei rolar, nem me tratei. No dia seguinte, estava numa Kombi, o carro passou num quebra-molas e a costela furou minha pleura. Comecei a gritar, quase morri, fui pra UTI e fiquei 25 dias internado. Três meses depois, estava em casa com um amigo, cheiramos 5 gramas de pó, tomamos 1 litro de vodca e fomos pra uma festa mexicana, onde bebemos tequila a noite toda. Lá eu encontrei um amigo que me deu um presentinho: heroína. Fui pro Lov.e [famosa boate, já fechada], entrei no banheiro, fiz um speedball [mistura de cocaína e heroína] e cheirei. Saí, dei três passos e caí de costas na pista, quase que precisou de um guindaste pra me tirar de lá. Cheguei na UTI e era a mesma médica me tratando: “Já tá de volta, João?”

Como você, que sempre foi associado ao underground, conseguiu lidar com a fama?
Olha, no início eu sofri muito com isso, mas depois desencanei. A gente tá no Brasil, um país de ladrão, e consegui ganhar dinheiro sem roubar, traficar ou prejudicar ninguém, é uma arte. Eu já estava estigmatizado mesmo, nego já me xingava de qualquer maneira, então eu parei de me importar. Voto de pobreza quem faz é padre. A verdade é que eu comecei a crescer na MTV porque eu aparecia como eu sou, não porque comecei a usar gravata ou mudei meu jeito. Eu sou escroto mesmo, falo desse jeito escroto, não sei o nome de ninguém, até hoje sou assim.

Por que você decidiu trocar a MTV pela Record? Foi só pela grana?
Não, até porque, em termos de grana, eu troquei seis por meia dúzia. A grana da Record era maior, mas nem tanto. O que houve é que a MTV começou a mudar, eles passaram a tratar os artistas muito mal, e tinha uma chefe – não vou dizer o nome dela – que começou a puxar meu tapete lá, chegou até a gritar comigo, eu mandei ela tomar no cu, disse que não era filho dela nem estagiário, vai gritar com a puta que o pariu. Na época, o [Marcelo] Adnet estava tomando conta. Eu não tenho nada contra o cara, até gostava dele, mas a MTV só queria saber dele e cagou pro resto. Um dia, um amigo meu, o diretor Geninho Simonetti, me disse que ia sair da MTV. Eu fiquei triste. Alguns dias depois, ele me liga e diz que falou com o Marcos Mion e perguntou o que eu achava de ir pra Record. Eu não acreditei: “Eu, na Record, véio? Tá maluco? Eu odeio essa crentaiada, fiz até música falando mal deles [‘Igreja Universal’], não vou nem fodendo”. Só que, nesse tempo, eu estava construindo minha casa, e já tinham nascido meus filhos [Victoria, em 2004, e Pietro, em 2005]. Eu fui falar com o Mion, playboyzaço, e ele me convenceu de que o programa [Legendários] ia ser do cacete, melhor que o CQC, melhor que o Pânico. Estava tão puto com a minha chefe na MTV que topei. Esperei a MTV me chamar pra renovar e mandei avisar que não ia. Um amigo que estava lá no dia da notícia disse que parecia que um piano tinha caído no lugar.

Como foi a reação geral quando você disse que ia para a Record?
Foi difícil. As críticas foram foda, uma pá de fã revoltado, mas eu me convenci de que era um pai de família, que tinha dívidas pra pagar, que queria que os filhos estudassem numa escola boa. Afinal de contas, nego vai me xingar do mesmo jeito, então o que importa?

E a música “Igreja Universal” continua atual?
“Igreja Universal” foi feita em 1990, vai ser uma música atual pra sempre, a gente toca até hoje.

Você teve problemas com o pessoal religioso?
Não, todo mundo lá me tratava bem. Eu tinha muito preconceito contra evangélicos, mas aprendi a não ter tanto. Conheci um monte de gente legal, as pessoas gostavam de mim, fiquei na boa.

Por que você ficou pouco no Legendários?
A proposta mudou. O Mion tinha me falado que seria um programa de humor inteligente, na linha do CQC, mas isso não deu audiência. Ninguém queria saber de nada inteligente. O público da Record, o que tá a fim de ver num sábado à noite? Se você é homem, quer ver bunda, se é mulher, quer ver homem de peitoral depilado. Fiquei sem ter o que fazer no programa, que virou um “sabadão sertanejo”.

Mas você cumpriu seu contrato até o fim...
Eu pensei assim: não vou me estressar, vou fazer o que pedem, liguei o foda-se e fiquei dois anos dando risada, jogando amendoim na bunda das mulheres. Cantei com Luan Santana, com Zezé Di Camargo, com Thiaguinho, dancei a “Boquinha da Garrafa” com a Claudia Leitte. Pus na cabeça que eu estava lá pela minha família, então era melhor aproveitar. E quer saber? Foi divertido pra caralho. Cantei “Galopeira” com o Luan Santana...

Como foi isso?
Me mandaram cobrir um rodeio em Limeira. Eu fui e conheci o moleque, é gente fina, me tratou superbem. Fui com o Luan Santana para o hotel e parecia que os Beatles tinham chegado: ele abriu a janela da van e caíram umas dez máquinas fotográficas pra dentro do carro, que as minas jogaram. No camarim, ele recebe todo mundo: a Miss Uva, depois um monte de deficientes, tira foto com todo mundo, o cara é profissa. Mas estava nervoso, não ia conseguir cantar careta de jeito nenhum. Perguntei pro Luan se não tinha um goró, ele me deu 1 litro de uísque, eu tomei tudo. Na hora de entrar no palco, eu tava bêbado que nem uma vaca. Mano, quando eu entrei no bagulho, parecia o palco do Pink Floyd: o baterista lá longe, o baixista do outro lado, o coral em cima de uma escada, longe pra caralho, e eu bêbado, sem entender nada. Pra piorar, me botaram um fone de ouvido de retorno, mas eu não sei usar aquilo e cantei tudo errado, fora do tempo, ficou uma merda. Só bêbado pra fazer uma coisa dessas. Mas é melhor que ter de acordar às 5 da manhã e ir pra uma fábrica.

E te encheram muito o saco no Twitter?
Muito. Mas não ligo mais. Se alguém viesse me encher o saco por ter cantado com o Luan Santana, eu dizia que também tinha cantado com o Extreme Noise Terror, Ramones, Exodus e Discharge.

Como está sua vida hoje? Como o sujeito que canta com o Extreme Noise Terror lida com o sujeito que canta com o Luan Santana?
A gente muda. Depois que você tem filhos, as prioridades mudam completamente. Eu nunca fui um cara ligado em dinheiro. Até conhecer a Vivi, eu gastava todo meu dinheiro em brinquedos. Ela chegou a fazer uma planilha, mostrando quanto eu gastava em besteira. “João, esse brinquedo custa o mesmo que um vaso sanitário pra nossa casa!” Mas nem quando eu era doidão eu ligava pra grana: uma vez o diretor do Gugu, Homero Salles, me chamou para uma reunião e disse que queria fazer um programa de TV comigo. Ele disse que meu salário ia ser de R$ 120 mil por mês, mais o disque-900, que daria uns R$ 180 mil. Olhei pra cara dele: 180 mil? Como assim? Com pouca grana eu já sou o maior louco, imagina se eu ganhar 180 mil? Morro no dia seguinte. E recusei.

Você tinha culpa de ganhar dinheiro?
Tive sim, mas hoje em dia não tenho. Uma vez a Pepsi me ofereceu R$ 400 mil pra fazer uma propaganda, mas tinha um problema: eu tinha de me vestir de Papai Noel. E eu era tão burro, que disse que não faria nem por R$ 1 milhão.

E hoje?
Se me oferecem R$ 400 mil? Faço comercial até pelado ou vestindo a camisa do Corinthians!

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