Comida sonora? Uma lista para ouvir e saborear

  • Imprimir
20 de Maio de 2016 às 09:00

A seguir, selecionamos álbuns para quem tem fome de comida e de som: sete discos para ouvir enquanto se aprecia o alimento que eles trazem como arte de capa.

Tailândia

Guns N’ Roses – “The Spaghetti Incident?” (1993)
Um delicioso prato de espaguete, temperado com uma quantidade generosa de controvérsia: o nome foi tirado de uma briga de comida envolvendo o vocalista Axl Rose e o baterista Steven Adler, que saiu da banda em 1990. Foi o último álbum de estúdio com Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, e é composto apenas de covers.
Faixa-chave: “Since I Don’t Have You” (The Skyliners), única canção do disco a ganhar a um clipe



Tailândia

Chuck Berry – Chuck Berry Is on Top (1959)
O terceiro álbum de estúdio de um dos pais do rock and roll é praticamente uma coletânea de hits. Chuck Berry Is on Top (algo como “Chuck Berry está por cima”) juntava diversos singles já lançados pelo artista, mais a nova “Blues for Hawaiians”. Um dos significados da palavra “Berry” em inglês é fruto – por isso os morangos por cima da vistosa sobremesa que aparece na capa.
Faixa-chave: difícil destacar apenas uma aqui, mas vamos de “Johnny B. Goode”, a sétima melhor música de todos os tempos segundo a Rolling Stone



Tailândia

Blind Melon – Soup (1995)
O segundo disco da banda (você provavelmente conhece o grupo pelo vídeo de “No Rain”, aquele da garotinha vestida de abelha) tem na capa uma sopa de letrinhas que formam as palavras “Blind Melon”. Infelizmente, marcou o último trabalho lançado em vida pelo vocalista Shannon Hoon, que morreu poucos meses depois.
Faixa-chave: “New Life”, sobre a então recém-nascida filha de Hoon



Tailândia

Velvet Underground – The Velvet Underground & Nico (1967)
Uma simples fruta jamais foi tão apetitosa. O álbum de estreia do Velvet Underground (com a participação da modelo e cantora Nico) é um marco na história do rock and roll. As letras de Lou Reed, cruas e sem pudor, influenciaram toda uma geração de músicos. A clássica capa foi desenvolvida por Andy Warhol, que acolheu a banda sob suas asas.
Faixa-chave: “All Tomorrow’s Parties”, que Reed escreveu sobre a Factory, o local de trabalho e point de encontro de párias criado por Warhol. Era, inclusive, a faixa preferida do artista dentro do repertório do Velvet



Tailândia

Rolling Stones – Let It Bleed (1969)
Um bolo, muitas cerejas, um disco de vinil e um dos melhores trabalhos da carreira dos Rolling Stones. O bolo foi feito por Delia Smith, que mais tarde viria a se tornar uma famosa autora de livros e apresentadora de programas de TV sobre culinária na Inglaterra.
Faixa-chave: “You Can’t Always Get What You Want”, a emocionante canção que apareceu no bis dos recentes shows dos Stones no Brasil



Tailândia

Jan & Dean – Popsicle (1966)
Essa dupla norte-americana foi pioneira da surf music. Sem o trabalho de Jan & Dean, é difícil saber o que teria sido dos Beach Boys (o primeiro álbum de Jan & Dean é de 1960; o primeiro dos Beach Boys é de 1962).
Faixa-chave: “Popsicle”, uma ingênua canção sobre tomar picolé com a namorada no calor da Califórnia



Tailândia

Animal Collective – Strawberry Jam (2007)
A história de como a banda escolheu o título e a capa do álbum é bastante curiosa. Panda Bear, o vocalista, contou que a ideia surgiu quando ele recebeu uma porção de geleia de morango durante um voo. Ao abrir a embalagem e olhar para a geleia, ele teve o clique: queria que o som do álbum remetesse ao alimento, “algo sintético e com uma aparência futurista, mas também picante e doce, quase de um jeito agressivo”.
Faixa-chave: “Fireworks”, que sintetiza as intenções de Panda Bear em sua divagação sobre sons e geleias

Leia também