Dia dos Pais: uma seleção de faixas de pai para filho

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Acordes verdes-amarelos
Divulgação
por ROLLING STONE/OFERECIMENTO TIM
7 de Ago. de 2015 às 11:37

Se você nasceu a partir dos anos 1980, pode ter deixado escapar algumas das canções abaixo – mas seu pai certamente se lembra de uma ou mais delas com clareza. Essas faixas marcaram a história da música em diferentes estilos. Se você é filho, mostre a playlist para o seu pai e descubra com qual delas ele mais se identificou na época; se você é pai, bote as faixas para tocar e divida suas memórias sobre elas com a prole.

Os Mutantes (foto) – “Panis et Circencis” (1968)
O disco Tropicália ou Panis et Circencis, do qual essa música faz parte, foi lançado em julho de 1968, meses antes do Ato Inconstitucional Nº 5, medida que ampliava os poderes do governo militar durante a ditadura. Assim, essa canção foi uma das que marcaram o período, no qual a censura e a violência indiscriminada por parte dos militares era sentida por todo o país. Poder ouvir Rita Lee, Sérgio Dias e Arnaldo Baptista com os arranjos primorosos de Rogério Duprat era uma maneira de amenizar a dureza daqueles tempos.

Gal Costa – “Falsa Baiana” (1970)
A voz potente de Gal Costa aqui aparece suave, em interpretação registrada primeiramente no disco LeGal. Uma curiosidade: a letra, que fala sobre os atributos da verdadeira baiana, foi composta pelo sambista Geraldo Pereira, um mineiro que fez carreira no Rio de Janeiro.

Led Zeppelin – “Rock and Roll” (1971)
O título não poderia ser mais apropriado. Uma das músicas de maior sucesso do Led Zeppelin – entre muitas, muitas outras –, o espírito encarnado pela guitarra de Jimmy Page resume a revolução que vinha sendo provocada pelo rock and roll desde os anos 1950. E na época em que foi lançada, nenhuma banda era mais poderosa no rock que o Zeppelin.

Novos Baianos – “Mistério do Planeta” (1972)
“E pela lei natural dos encontros/ Eu deixo e recebo um tanto”: a letra de Luiz Galvão para esse clássico do Novos Baianos é um tratado sobre a vida – o nascer e o morrer, o dar e o receber. Uma daquelas canções obrigatórias na discoteca básica de qualquer pessoa que goste de música, “Mistério do Planeta” tem um solo de guitarra emblemático de Pepeu Gomes.

Runaways – “Cherry Bomb” (1976)
Já haviam existido bandas de rock lideradas por mulheres – como o Heart, por exemplo –, mas a carga de atitude de Cherie Currie e Joan Jett surpreendeu a quem costumava achar que riffs de guitarra eram coisa apenas para rapazes. Essa faixa foi uma das que transformaram as meninas em sucesso (no Japão, elas foram uma febre). O filme The Runaways, estrelado por Kristen Stewart, tem uma cena mostrando o momento da composição do hit.

Rolling Stones – “Waiting on a Friend” (1981)
Acompanhado por um solo marcante de sax do mestre Sonny Rollins, Mick Jagger sublima o lado selvagem dos Rolling Stones para falar sobre amizade, mais especificamente sobre as relações dentro da banda. Apesar de a princípio ter uma ligação com a intensa relação de Jagger e Keith Richards (os dois são, inclusive, os astros principais do videoclipe), ela contempla a importância de se contar com um amigo verdadeiro, independentemente da situação.

Blondie – “Rapture” (1980)
Debbie Harry personifica os dias em que a disco music era o que havia de mais quente na música. Além de ter sido um hit nas casas noturnas que celebravam o estilo – como a emblemática Studio 54, em Nova York –, a canção também marcou por ser a primeira com um trecho de rap a chegar ao Nº1 da parada norte-americana.

Bon Jovi – “Runaway” (1984)
Ah, os gloriosos dias do hair metal: se o seu pai era um amante do hard rock nos anos 1980, é bem possível que ele tenha admirado a cabeleira ostentada por Jon Bon Jovi no clipe desta canção. Foi o primeiro single de sucesso da banda, e é a única dos dois primeiros discos do grupo a ainda fazer parte dos shows ao vivo (os brasileiros puderam ouvi-la nas duas últimas passagens do Bon Jovi por aqui, em 2010 e 2013).

Ouça a playlist completa no serviço de streaming Deezer.

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