Guia de Livros

O Pasquim

O Pasquim

  • Rolling  Stone:
    Empty StarEmpty StarEmpty StarEmpty StarEmpty Star
  • Imprimir
11 de Outubro de 2007
O maior jornaleco do mundo

A história é que a redação do jornal era uma zona. Também pudera, juntar numa mesma redação Sergio Augusto, Millôr, Flávio Rangel, Ivan Lessa, Jaguar, Ziraldo, além das visitas alcoólicas constantes de Vinicius de Moraes, das colaborações de Paulo Francis (auto-exilado em Nova York), Caetano Veloso (idem em Londres), Chico Buarque (em Roma) e de Josélia (a cozinheira da moçada), entre outros, era uma idéia das mais estapafúrdias. O que provavelmente tenha sido o segredo do sucesso do jornaleco (o autodesmerecimento era constante) revolucionário que circulou entre 1969 e 1979. Depois de colocar no mercado a primeira antologia, contemplando o período de 1969 a 1971, chega às livrarias o Volume II - 1972-1973. Em 1972, Sergio Augusto assumia a diretoria do jornal e Ivan Lessa voltava para o Brasil depois de quatro anos em Londres. Sucesso de vendas, o Pasquim tornava-se ainda mais anárquico e selvagem. Prova disso são as respostas atravessadas e irônicas de Lessa aos leitores na seção de cartas ("O.K. blicas, sua anta! Não se meta onde não foi chamado"), e entrevistas polêmicas com artistas como a em que Hermeto Pascoal deu sua opinião sobre a censura na arte ("Olha, a censura bem capacitada, bem preparada, eu acho legal"). Dá vontade de tirar xerox e distribuir para a rapaziada.
Por Márcio Cruz







Literatura Nacional







01
08
2007