As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira

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Caetano Veloso

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FERNANDO YOUNG/DIVULGAÇÃO

Por Ney Matogrosso


"O Caetano vai ser sempre lembrado como compositor e intérprete. A chegada dele, com o Tropicalismo, foi uma revolução, que trouxe também a questão da alma da música brasileira, com Vicente Celestino e boleros, que era o nosso passado, naquele momento considerado cafona, porque só bossa nova é que era chique. Foi o que mais me impactou, pois tinha um desconforto com aquela mentalidade.

Nos conhecemos na Bahia, quando fui com o Secos & Molhados. Acho que sou um resultado do Tropicalismo, porque vim muito depois, em 1973, e aquilo já tinha mexido com a minha cabeça de tal maneira, que penso que ousei me expor tanto quanto me expus, porque o Tropicalismo me incitou. O Caetano se transformou num cantor maravilhoso quando voltou da Inglaterra, deu um pulo enorme. Até então eu o achava em tudo excelente, menos como cantor. Ele descobriu lá um jeito de cantar que depois evoluiu muito. Por isso, gosto muito dos discos que ele fez lá, que, naquele momento em que eu era um anônimo que consumia música brasileira, foram importantíssimos para mim. Uma canção dele que gravei e adoro é “Um Índio”, porque ele me contou que compôs quando estava fazendo a barba, um índio entrou na cabeça dele e, pronto, foi pegar o violão."