Os 100 maiores guitarristas de todos os tempos

  • 100
  • 99
  • 98
  • 97
  • 96
  • 95
  • 94
  • 93
  • 92
  • 91
  • 90
  • 89
  • 88
  • 87
  • 86
  • 85
  • 84
  • 83
  • 82
  • 81
  • 79
  • 78
  • 77
  • 76
  • 75
  • 74
  • 73
  • 72
  • 71
  • 70
  • 69
  • 68
  • 67
  • 66
  • 65
  • 64
  • 63
  • 62
  • 61
  • 60
  • 59
  • 58
  • 57
  • 56
  • 55
  • 54
  • 53
  • 52
  • 51
  • 50
  • 49
  • 48
  • 47
  • 46
  • 45
  • 44
  • 43
  • 42
  • 41
  • 40
  • 39
  • 38
  • 37
  • 36
  • 35
  • 34
  • 33
  • 32
  • 31
  • 30
  • 29
  • 28
  • 27
  • 26
  • 25
  • 24
  • 23
  • 22
  • 21
  • 20
  • 19
  • 18
  • 17
  • 16
  • 15
  • 14
  • 13
  • 12
  • 11
  • 10
  • 9
  • 8
  • 7
  • 6
  • 5
  • 4
  • 3
  • 2
  • 1
7

Chuck Berry

  • Imprimir
GILLES PETARD/REDFERNS





Por Keith Richards

Quando vi Chuck Berry em Jazz on a Summer’s Day na minha adolescência, o que me impressionou foi como ele tocava de modo diferente com um bando de músicos de jazz. Eles eram brilhantes, mas tinham aquela atitude que veteranos do jazz assumiam: “Aah... esse rock and roll...” Com “Sweet Little Sixteen”, Chuck os deixou chocados e tocou contra sua animosidade. Isso é o blues. Essa é a atitude e a coragem necessária. É o que eu queria ser, só que eu era branco.

Ouvi cada lick que ele tocava e aprendi. Chuck pegou isso de T-Bone Walker, e peguei isso de Chuck, Muddy Waters, Elmore James e B.B. King. Todos fazemos parte desta família que existe há milhares de anos. Sério, todos estamos passando isso adiante.

Chuck tocava uma versão aquecida do blues de Chicago, aquele balanço de guitarra, mas o levou para outro nível. Era um pouco mais jovem que os blueseiros mais velhos, e suas músicas eram mais comerciais sem ser simplesmente pop, o que é difícil de conseguir. Chuck tinha o suingue e uma banda incrível nas primeiras gravações: Willie Dixon no baixo, Johnnie Johnson no piano, Ebby Hardy ou Freddy Below na bateria. Eles entendiam o que ele era e iam com a maré.

Não é o cara mais fácil do mundo de se conviver, o que sempre foi um pouco decepcionante para mim – porque compôs músicas que tinham tanto senso de humor e inteligência. O velho filho da puta acabou de fazer 85 anos. Desejo a ele um feliz aniversário e queria simplesmente aparecer e dizer: “Ei, Chuck, vamos sair para beber algo.” Mas ele não é desse tipo de cara.

PRINCIPAIS FAIXAS “Johnny B. Goode”, “Maybellene”, “Roll Over Beethoven”

Pular para: