Os 100 maiores guitarristas de todos os tempos

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The Edge

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Por Daniel Lanois

Muito já havia sido dito sobre a guitarra quando The Edge a pegou. Seu segredo é que ele aprendeu sozinho a tocar – por isso ele é tão único. A mente dele é tão muito inovadora: cada álbum do U2 no qual me envolvi tinha um novo som vindo dele. Não há muito dedilhado em seu estilo; ele é basicamente um servo da melodia. Seu foco é na inter-relação entre sua guitarra e os vocais de Bono. The Edge é um cientista de dia e um poeta à noite: sempre tem um pequeno equipamento em casa. Leva uma batida de bateria de Larry Mullen e volta ao estúdio na manhã seguinte dizendo “Bono, tenho uma para você” – e apresenta “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, com um riff simples que norteia toda a direção da música. É dedicado a fazer anotações. Ele e seu técnico de guitarra, Dallas Schoo, documentam cada detalhe de seu som – que pedais, que captador usou –, qualquer coisa que ache que possa usar depois. Há uma quebra perto de dois terços de “Mysterious Ways”, antes de a música entrar em sinfonia que, para mim, está no mesmo nível das melhores partes de guitarra de James Brown ou, então, a uma das melhores linhas de sopro tocadas pelo Tower of Power. Não é realmente um riff – é um momento, que me leva às lágrimas sempre que o ouço.

PRINCIPAIS FAIXAS “I Will Follow”, “Pride (In the Name of Love)”, “The Fly”, “Mysterious Ways”