Disco de Norah Jones e Billie Joe Armstrong com músicas do Everly Brothers está disponível na íntegra; ouça

Foreverly tem lançamento oficial marcado para o dia 25 de novembro
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Billie Joe Armstrong e Norah Jones - Foreverly
Reprodução
por Redação
19 de Nov. de 2013 às 13:53

Está marcado para o dia 25 de novembro o lançamento oficial de Foreverly, disco de Norah Jones e Billie Joe Armstrong, do Green Day, em homenagem ao Everly Brothers. Mas a Warner disponibilizou com antecedência o projeto na íntegra em página no Soundcloud. Ouça abaixo.

Parcerias improváveis: artistas que, mesmo aparentemente não tendo nada em comum, são bons amigos.

O álbum é um tributo ao disco Songs Our Daddy Taught Us, lançado em 1958, e conta com novas versões de clássicos “Down in the Willow Garden” e “Barbara Allen”. Em nota à imprensa, Armstrong, que há muito tempo é fã do Everly Brothers, afirmou que o projeto teve início quando ele descobriu o disco original há alguns anos.

“Eu pensei em Norah porque ela consegue cantar qualquer coisa, do rock ao jazz e blues”, disse. “E sabia que as harmonias seriam incríveis.”

”Esta é com toda a certeza a única entrevista que vou dar a respeito disto”, disse Billie Joe Armstrong à Rolling Stone quando se sentou para conversar sobre a internação e o período em que ficou longe dos palcos. Leia aqui.

Norah também ficou entusiasmada com o projeto devido a um apreço profundo pelo trabalho do Everly Brothers e da música country em geral. A dupla gravou o disco em nove dias em um estúdio em Nova York com o engenheiro Chris Dugan. Armstrong e Norah dividiram os vocais, assim como guitarra e piano, e foram acompanhados por Charlie Burnham nas cordas, Tim Luntzel no baixo, Dan Rieser na bateria e o guitarrista Johnny Lam.

Em entrevista recente ao site Stereogum, a dupla afirmou que o processo de gravação foi similar a um encontro às cegas. “Cantamos junto a um monte de gente, foi assim que Norah e eu nos encontramos pela primeira vez”, lembra Armstrong. “Então, bom, me envolvi com o disco do Everly Brothers há alguns anos e achei que era lindo. Estava escutando toda manhã durante um tempo. Pensei que seria legal regravar o disco porque pensei que era um tipo de coisa obscura e mais gente iria conhecer, mas eu realmente queria uma mulher cantando porque achei que teria um significado diferente – talvez ampliaria o significado um pouco – comparado a ouvir as canções sendo apresentadas por dois irmãos. Então, minha mulher disse: 'Por que você não chama a Norah Jones para fazer?' E eu pensei: 'Bom, eu meio que conheço ela'. Quer dizer, a gente tinha Stevie Wonder, com quem tocamos junto, em comum. E então eu chamei e ela disse sim.”

O vocalista do Green Day reconhece que cantar covers e duetos não é o que ele costuma fazer, mas afirma que é parte do apelo. “O ouvinte comum talvez pense algo como ‘bom, não é punk rock’ ou qualquer coisa mais sobre este disco, mas eu gosto de fazer coisas diferentes – é divertido, faz a vida ser mais interessante.”

Ouça Foreverly na íntegra:

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