Don Williams, o “Gigante Gentil” do country norte-americano, morre aos 78 anos

Com um estilo sereno e único, o cantor teve diversos hits no topo da parada dos Estados Unidos, como “Tulsa Time” e “It Must Be Love”
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Don Williams
Mark Humphrey/AP
por Rolling Stone EUA
8 de Set. de 2017 às 18:13

Don Williams, músico country responsável por hits como “Tulsa Time” e “It Must Be Love”, morreu nesta sexta, 8, aos 78 anos de idade. Representantes de Williams confirmaram a informação por meio de comunicado, revelando que o cantor morreu após sofrer com uma rápida doença.

“Ao dar voz a músicas como ‘Good Ole Boys Like Me’, ‘Lord, I Hope This Day Is Good’ e ‘Amanda’, Don Williams ofereceu calma, beleza e um senso de paz nostálgica que está em falta esses dias”, disse o CEO do Country Music Hall of Fame, Kyle Young, em comunicado. “A música dele vai para sempre ser um acalanto em tempos difíceis.”

Nativo do Texas, nos Estados Unidos, Williams começou a carreira com o Pozo Seco Singers no meio dos anos 1960 e depois saiu em carreira solo no fim da década. Nos anos 1970, ele se destacou por criar um dos estilos mais únicos dentro da música country, tendo gravado uma séries de hits de pegada serena, incluindo “Tulsa Time”, “She Never Knew Me”, “I Wouldn't Want to Live if You Didn't Love Me” e muitos outros que compuseram o total de 17 músicas Número Um na parada norte-americana.

O estilo suave e macio de cantar e a alta estatura renderam a ele o apelido de o “Gigante Gentil” no country, um título que esteve com ele desde sempre. Williams regularmente figurou nas listas de 40 músicas mais tocadas dos Estados Unidos até 1991, tendo construído uma base de fãs e seguidores em diversos lugares improváveis do mundo, como na Nova Zelândia, África do Sul e no Quênia.

Williams inicialmente se aposentou dos palcos em 2006, mas ele voltou à estrada para uma celebrada turnê em 2010, ano em que ele foi incluído no Country Music Hall of Fame. Depois, ele lançou dois álbuns que o introduziram para uma nova geração de fãs, sendo eles And So It Goes, de 2012, e Reflections, de 2014.

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