Erasmo Carlos grava DVD e fala sobre canção censurada na década 1970: "Pelo menos eu consegui gravá-la"

Shows batizado como Meus Lados B acontecem nesta sexta, 24, e no sábado, 25, em São Paulo
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Erasmo Carlos
Divulgação
por Paulo Cavalcanti
23 de Jan. de 2015 às 18:30

Nesta sexta, 24, e sábado, 25, Erasmo Carlos apresenta no Tom Jazz, em São Paulo, o show Meus Lados B. Será uma chance única para ver Erasmo tocando canções que ele raramente (ou nunca) apresenta no palco. São faixas retiradas de álbuns cultuados como Carlos, Erasmo (1971), Sonhos e Memórias (1972) e Projeto Salva Terra (1974), entre outros.

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Em entrevista exclusiva ao site da Rolling Stone Brasil, o Tremendão conta como surgiu a ideia do show: “Em 2013, eu participei de um projeto no Rio de Janeiro chamado Inusitados. Nele, vários artistas como Frejat, Elza Soares e Arnaldo Antunes, tiveram que fazer uma apresentação diferente, fazendo algo que não apresentam normalmente. Eu também participei e toquei um repertório que ficou longe dos hits da Jovem Guarda e das faixas dos meus discos mais recentes e que eu estava divulgando. Gostei muito de resgatar este material. A minha banda curtiu tocar estas canções, foi muito espontâneo”.

A experiência deu tão certo que Erasmo resolveu mostrar este lado alternativo dele para o público de São Paulo. E vai também vai aproveitar a oportunidade para gravar um DVD. Dentre as cerca de 20 faixas que serão apresentadas, está a polêmica “Maria Joana”, que saiu originalmente no álbum Carlos, Erasmo.

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O músico relembra como surgiu a letra desta ode a maconha, assinada por ele e por Roberto Carlos: “O começo da década de 1970 era um período em que a contracultura era algo muito forte e todo mundo falava sobre o assunto. Naturalmente a censura implicou com a música e ela não pode ser executada nas rádios. Pelo menos eu consegui gravá-la”.

Outra canção cultuada e que fará parte do show é “Cachaça Mecânica”, do álbum Projeto Salva Terra. “Esta foi um grande sucesso na Europa, especialmente na Holanda. Fui convidado a me apresentar no país por acusa dela”, recorda o Erasmo. “Os caras não queriam rock lá, preferiam algo com uma pegada mais brasileira. Acho que, por isso, a música fez sucesso.

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“Vou Ficar Nu Para Chamar Sua Atenção” uma pérola da época do final da Jovem Guarda, também será resgatada. “Essa é do filme Roberto Carlos e Diamante Cor de Rosa (1970). Acho que eu nunca a cantei ao vivo”, esclarece Erasmo. Depois destas apresentações especiais, ele volta à programação normal e segue com o show do álbum Gigante Gentil, que foi lançado em 2014 e acabou de ganhar o Grammy Latino.

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