Pitty comemora 15 anos do disco de estreia, Admirável Chip Novo: “Nostalgia zero”

“Morria de medo porque sabia que era uma música bonita, e tinha receio de músicas bonitas”, disse a cantora sobre o single “Equalize”

Redação Publicado em 07/05/2018, às 18h54 - Atualizado às 20h01

Capa do disco de estreia de Pitty, <i>Admirável Chip Novo?</i>
Reprodução

O disco Admirável Chip Novo, um clássico do rock nacional nos anos 2000, completou 15 anos de existência nesta segunda, 7. Aproveitando a data, que marca também o começo da carreira fonográfica de Pitty, em 2003, a cantora foi ao Twitter comentar alguns detalhes e curiosidades do álbum aniversariante.

Ela começou falando sobre a emoção gerada pela data. “É uma coisa incrível conseguir essa conexão com as pessoas através da música”, tuitou a cantora. “É raro, valioso e me sinto muito grata ao universo por toda essa história. Tanta gente cruzou meu caminho, tanta vida que não cabe num tweet. OBRIGADA”. Em seguida, contudo, ela reforçou que tem “nostalgia zero” e está focada em fazer novas canções: “Todo respeito à história. Consciência do agora total. saudade de futuro sempre. A todo vapor rumo a novas músicas.”

Pitty revelou que “morria de medo” de lançar “Equalize”, um dos singles de maiores sucessos dela. “Sabia que era uma música bonita, e tinha receio de músicas bonitas”, disse. “Falar de amor dentro do meu contexto parecia superficial. Medo de ser confundida. No final, ela me venceu e ganhou vida própria”. Sobre “Máscara”, outro single do disco de 2003 que virou hit, ela lembra de ter confiado na “intuição”: “‘Máscara’? Tá doida? A música tem quase 5 minutos, parte em inglês, muro de guitarra no refrão. Não vai tocar em lugar nenhum.”

Em um dos tuítes, a baiana citou a camiseta da banda punk Dead Kennedys que ela aparece usando em uma das fotos do encarte de Admirável Chip Novo. “Era uma velha de guerra, puída, do rolê”, escreveu. “Fiz questão de usá-la nesse dia como um amuleto e uma lembrança do meu chão. Tenho ela até hoje”. Pitty também citou uma camiseta preta do AC/DC que Mauricio Eça, parceiro dela nos primeiros clipes, usava como “amuleto da sorte” na época, há 15 anos.

“Outro dia resgatei meu violão ‘véio’ de nylon, cheio de adesivo, no qual compus as músicas desse disco no meu quartinho dos fundos em Salvador”, continuou a cantora, novamente usando a nostalgia para apontar para o futuro. “Tenho composto nele ultimamente e pensado em levá-lo na nova turnê…”

Pitty deve lançar um disco de inéditas este ano, dando sucessão a Setevidas, que saiu em 2014. A cantora recentemente voltou aos palcos depois da gravidez e do nascimento da filha, Madalena.

Abaixo, veja um dos tuítes de Pitty (e clique no perfil dela para ler mais).