Rock in Rio 2017: Adam Levine se esforça, mas sem Lady Gaga primeiro dia do festival perde brilho

Palcos paralelos ficaram com performances mais badaladas da estreia do evento, com destaque para o encontro de Céu e Boogarins e para a aparição surpresa de Pabllo Vittar

Anna Mota e Lucas Brêda, do Rio de Janeiro Publicado em 16/09/2017, às 03h30 - Atualizado às 23h36

Maroon 5 durante show no primeiro dia de Rock in Rio 2017

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Os escaldantes 40º do Rio de Janeiro deram as boas-vindas ao primeiro dia da 31ª edição do Rock in Rio nesta sexta-feira, 15. Uma grande festa, que perdeu um pouco de brilho na última quinta, 14, quando Lady Gaga cancelou a participação como primeira headliner do evento.

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Mas a falta da diva pop não impediu o festival de permanecer tomado pelas cores dela. Em homenagem à arte do disco mais recente da cantora, Joanne, os fãs lotaram a Cidade do Rock de rosa, com chapéus, camisetas com o nome e o rosto da cantora e outras referências a ela.

E, mesmo sem Gaga, não faltaram atrações para entreter o público. Os brinquedos de parque de diversões (montanha-russa, tirolesa e elevador) garantiram diversão com menos esforço que o esperado, já que os horários puderam ser agendados por ordem de chegada, evitando filas quilométricas. Para quem queria fugir do tradicional, as tendas das marcas também eram opção: havia karaokê, show, sessão de fotos, entre outros. Quanto à alimentação, a grande quantidade de barracas de comida espalhadas pelo evento também impediu grandes filas. O mesmo aconteceu com os banheiros.

Nos palcos, a situação começou a ficar interessante às 16h30, quando Céu subiu ao Sunset para tocar com o Boogarins. Após esquentar o público com quatro músicas solo (destaque para “A Nave Vai”, que ganhou um coro da plateia), ela convidou o grupo goianiense ao palco. O resultado da mistura foi uma sintonia inegável. A cantora soou como uma peça complementar à psicodelia da banda, que intercalou músicas próprias e de Céu até o fim do show.

Apesar do imponente show de Céu e Boogarins, o público estava focado em outro lugar. De surpresa, Pabllo Vittar surgiu às 17h em um palco paralelo e levantou uma multidão. Com vários fãs de Gaga na plateia, as pessoas ali presentes pediram repetidamente para que a cantora fosse “para o Palco Mundo”.

De diva em diva, os presentes tiveram como atração seguinte Gisele Bündchen, responsável por realizar a abertura do Palco Mundo, antes do show de Ivete Sangalo. As duas se juntaram no começo da cerimônia para uma versão emocionada de “Imagine”, de John Lennon. O dueto precedeu o anúncio do lançamento do movimento Believe.Earth, site que reúne “histórias positivas” para dar esperança de um futuro melhor.

Após um show (como sempre) enérgico de Ivete, o Pet Shop Boys entrou para uma apresentação que começou morna, mas esquentou após “West End Girls”. O clima de balada anos 1980 — com direito a muitas luzes e roupas brilhantes — foi embalado por outros hits do duo britânico, como “It’s a Sin”, “Domino Dancing” e “Always on My Mind”.

O público teve que realizar uma manobra no fim do show, já que o túnel do tempo do Palco Mundo pulou dos anos 1980 para os ídolos teen dos anos 2000. E a banda millennial 5 Seconds of Summer conseguiu levantar um tímido grupo adolescente, mas não mostrou peso suficiente para ser uma atração principal.

A noite terminou com a objetiva apresentação do Maroon 5, que focou em hits que funcionassem com o público. Músicas como “Animals” e “This Love” convenceram alguns dos mais desconfiados fãs de Gaga — que não foi citada nenhuma vez durante o show do grupo liderado por Adam Levine.

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