Rock in Rio 2017: Red Hot Chili Peppers brilha sem surpresas na última noite do festival

Banda de Flea e Anthony Kiedis trouxe a qualidade já conhecida em um set list enxuto, com 17 músicas em pouco mais de 1h30
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por Anna Mota, do Rio de Janeiro
25 de Set. de 2017 às 07:14

A levada funk do baixo de Flea, a voz rasgada e marcante de Anthony Kiedis, a entrega de Chad Smith à bateria e os hits que todos amam fingir que sabem a letra completa: são elementos característicos de um bom show do Red Hot Chili Peppers, que sem dúvida estiveram presentes no fechamento do Rock in Rio 2017, neste domingo, 24.

Principalmente se comparado à noite anterior, que terminou com uma apresentação de mais de três horas do Guns N’ Roses, a consagrada banda de Los Angeles apresentou um set list enxuto na performance que marcou a sétima passagem pelo Brasil. Foram 17 músicas em pouco mais de 1h30, quase nenhuma palavra do vocalista (como já esperado) e alguns comentários do solto baixista, que começou o show fazendo elogios a outra atração do evento: “Estamos muito felizes por estar aqui, e também por ter a oportunidade de tocar no mesmo festival que o Sepultura”.

Apesar de atualmente estar em turnê com o disco The Getaway, lançado em junho de 2016, o Red Hot trouxe apenas três faixas do álbum - para a felicidade do público do megafestival, sempre sedento por hits. Foram elas o single principal “Dark Necessities”, “Goodbye Angels” e “Go Robot”; as três foram bem recebidas, diferentemente do trio do disco Blood Sugar Sex Magik (1991), “Sir Psycho Sexy”, “They’re Red Hot” e “The Power of Equality”, que ficaram perdidas entre “Tell Me Baby” e “Under The Bridge”, recebidas com muito entusiasmo pela plateia.

No geral, o notório vigor de Kiedis e Flea conquistou a multidão, mantendo a energia em alta no encerramento do evento. O repertório, que também passeou por hits como “Can’t Stop”, “The Zephyr Song”, “Did I Let You Know”, “Californication”, “By The Way” e que terminou com a enérgica “Give It Away”, só perdeu força nas conhecidas jams feitas por Flea e pelo guitarrista Josh Klinghoffer, que abriram espaço para a distração. É uma prática de rock bem aceita em shows próprios, mas que acaba por defasar a potência em performances desta dimensão.

No último dia, o Red Hot Chili Peppers fez o público dançar, levantou bons coros e entregou um som de qualidade sem grandes esforços. Na zona de conforto, a performance se mostrou completamente válida, mas não memorável. Uma máxima que resume, com pontuais exceções (o The Who é uma delas), o palco Mundo deste último final de semana de Rock in Rio.  

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