No novo disco, a cantora teve produção de Kassin e Mario Caldato - Jacques Dequeker/Divulgação

Bem Acompanhada

Vanessa da Mata lança disco autoral e repleto de participações especiais

Christina Fuscaldo Publicado em 01/06/2007, às 00h00 - Atualizado em 10/08/2007, às 17h42

Toda vez que passava pelo Rio de Janeiro, Vanessa da Mata ficava com vontade de se estabelecer na cidade. Depois de viver 14 anos em São Paulo, a cantora mato-grossense, que já morou em Minas Gerais, anuncia a mudança, ao mesmo tempo que faz o lançamento de Sim. O disco é como o sotaque que a moça não carrega: de lugar nenhum e de todos os lugares. "Sou mais nômade do que pensava. As pessoas de São Paulo acham que sou baiana. As de Minas, que eu sou paulista", diverte-se. Para se ter uma idéia da diversidade que a cerca, ela reuniu cariocas, cearenses, pernambucanos, norte-americanos e jamaicanos nos créditos do CD.

Na Jamaica, ela viveu um dos momentos mais emocionantes da produção de Sim: conhecer e gravar com Sly Dunbar e Robbie Shakespeare, a cozinha mais famosa do reggae moderno, baterista e baixista da banda de reggae Black Uhuru durante os anos 80. Vanessa, que acompanhou a banda como backing vocal durante uma turnê no Brasil em 1995, por pouco não se mudou para o país. "Lançaram uma compilação com várias bandas de reggae e entregaram o disco para o Black Uhuru. Eles me chamaram porque acharam minha voz parecida com a da [vocalista da banda] Puma Jones. Fui convidada para ir para a Jamaica, mas a outra backing deu piti", conta Vanessa, 31 anos.

"Vermelho" abre e dá o tom ao disco autoral de Vanessa. "É uma cor que diz muito da minha personalidade. Sou uma pessoa apaixonada", afirma, apontando para a capa, na qual aparece enrolada em tecido vermelho. "Boa Sorte/Good Luck", que também leva baixo, bateria e percussão jamaicanos, conta com a participação de Ben Harper, sugestão do produtor Mario Caldato. "Eu tinha uma incerteza sobre essa música, mas quando ouvi o Ben... É um jeito de cantar muito complementar do meu", diz Vanessa.

Autodidata, ela sempre compôs sem a ajuda de instrumentos: "Às vezes, as músicas já vêm com um ritmo. Eu canto para outra pessoa tirar os acordes". Em Sim, ela estréia tocando violão. "Toco cinco ou seis posições e minha música requer mais variações do que isso. 'Minha Herança: Uma Flor' tem três acordes, mas Kassin insistiu para que eu tocasse, porque ela tem uma ingenuidade interessante", revela. Co-produtor de Sim, Kassin tocou baixo na maioria das músicas e trouxe boas- novas, como João Donato, que participou ao piano em "Meu Deus", e dois sambistas das antigas: "O Wilson [das Neves] é um gentleman e um rei na bateria. E Don Chacal é o percussionista de todos os discos clássicos do samba". Sim ainda conta com Pupillo, baterista do Nação Zumbi, Davi Moraes (filho de Moraes Moreira) e Fernando Catatau, guitarrista do Cidadão Instigado e parceiro da cantora em "Você Vai Me Destruir".

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