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STING

Patrick Doyle Publicado em 12/08/2016, às 14h15 - Atualizado em 15/08/2016, às 16h15

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Sting - Invision/Ap
Sting - Invision/Ap

O ex-vocalista do The Police está fazendo hora extra para terminar 57th & 9th (nome do cruzamento que ele atravessa para chegar ao estúdio), disco previsto para novembro no qual volta para aquele rock movido por guitarras quenão faz há décadas. “Não é um álbum de alaúde”, diz sorrindo, uma referência a Songs from the Labyrinth (2006). “É o trabalho mais rock que fiz nos últimos anos.” Todo dia, Sting chegava ao estúdio sem qualquer material e compunha na hora. “Isso cria tensão, porque tudo custa dinheiro”, afirma. Boa parte das letras, ele conta, é “sobre emigrar”. “Inshallah” narra a história de refugiados indo para a Europa. “One Fine Day” mira os céticos que duvidam da mudança climática. “Ainda estou um pouco deprimido sobre o Reino Unido sair da União Europeia sem um bom motivo. Pelo menos a UE tem um programa para abordar a mudança climática.”

Um destaque é “50.000”, uma balada que ele compôs na semana em que Prince morreu. Sting descreve na música como foi ler o obituário de um de seus colegas, relembrando os dias de glória, antes de o medo existencial se estabelecer. “A mortalidade meio que dá as caras, especialmente na minha idade – tenho 64 anos”, diz. “É um comentário sobre como todos ficamos chocados quando um de nossos ícones culturais morre: Prince, David [Bowie], Glenn Frey, Lemmy. Eles são nossos deuses, de certa forma. Então, quando morrem, temos de questionar nossa própria mortalidade.”