Acionistas da Abercrombie & Fitch pedem demissão de CEO

As afirmações polêmicas de Mike Jeffries teriam prejudicado a empresa

Redação Publicado em 06/12/2013, às 17h03 - Atualizado às 17h47

Abercrombie & Fitch
Reed Saxon/AP

Definitivamente, 2013 não foi o melhor ano para a Abercrombie & Fitch. Depois de o polêmico CEO Mike Jeffries causar uma comoção ao dizer que a empresa só produzia tamanhos pequenos de roupas para que apenas gente magra consumisse a marca, e que a grife era apenas para pessoas “cool e bonitas”, vários boicotes foram incentivados, protestos foram feitos e a empresa viu as vendas despencarem. Posteriormente, ainda foram divulgadas as regras de vestimenta dos funcionários, que eram absurdas e geraram ainda mais polêmica. Passado tudo isso - e depois da A&F ter voltado atrás e passado a vender roupas de tamanhos maiores - o resultado da confusão, somada ao fato de que a empresa já não ia bem financeiramente, é que o valor das ações caiu 30%.

Agora, a polêmica é interna. Com contrato de Jeffries expirando em fevereiro, estuda-se a possibilidade de substituí-lo. Ele é CEO da marca há 16 anos. “Um pouco de sangue jovem definitivamente beneficiaria a companhia”, disse a analista da Morningstar Inc, Bridget Weishaar, à agência Reuters.

A Engaged Capital, que detém menos de 1% das ações da A&F, enviou uma carta na última, 3, afirmando que o constante mau desempenho é resultado de uma falha na liderança e reiterando a necessidade de substituir Jeffries. “Dado o histórico de falhas operacionais na história da companhia, junto à idade e a reputação cada vez mais polêmica do Sr. Jeffries, o conselho não pode deixar uma oportunidade dessas passar”, disse o diretor Glenn W. Welling. O contrato de Jeffries prevê que, caso seja substituído, ele deverá receber U$100 milhões.

Desde que a carta se tornou pública, as ações da Abercrombie & Fitch subiram 7,3%, evidenciando que a sugestão poderia beneficiar os negócios da empresa.

“A renovação do contrato do senhor Jeffries seria uma contradição direta com que os acionistas querem e as necessidades da empresa”, disse Welling. “Insistimos para que o conselho comece imediatamente a busca por candidatos a CEO com experiência no ramo de varejo e em recuperar empresas - ou que considere vender a companhia.”