Cinema e ditadores: relembre filmes sobre líderes autoritários do mundo todo

Redação Publicado em 06/03/2015, às 14h15 - Atualizado às 16h07

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Team America - Detonando o Mundo, de Trey Parker

Gary Johnston, um famoso ator da Broadway, é recrutado por uma equipe de elite antiterrorismo, o Team America. Quando o mundo começa a desmoronar ao redor de Johnston, ele deve combater terroristas, o ditador Kim Jong-il e celebridades. O filme foi o responsável por fazer com que o ditador norte-coreano ganhasse fama mundial.


Bananas, de Woody Allen

Quando o nova-iorquino Fielding Mellish (Woody Allen) é dispensado pela namorada, ele resolve ir a San Marcos, uma republiqueta na América Central, onde se junta aos rebeldes na derrubada do governo. Mellish, então, se torna o governante do país.


O Ditador, de Larry Charles

A comédia narra a "heroica" história de um ditador que arrisca a própria vida para se assegurar de que a democracia nunca chagará ao país governado por ele.


South Park: Maior, Melhor & Sem Cortes, de Trey Parker

Na trama, os quatro garotos resolvem assistir ao novo filme de Terrance & Phillip, uma dupla de comediantes canadenses que usa e abusa do humor escatológico. Ao descobrir que os personagens são uma ameaça para as crianças norte-americanas, Sra. Broflovski, mãe de um dos meninos, inicia uma campanha que resulta em uma sangrenta guerra entre os Estados Unidos e o Canadá. Em meio a toda esta confusão, está a dupla formada por Saddam Hussein e pelo próprio Diabo, que planejam dominar o planeta.


Olga, de Jayme Monjardim

Baseado na biografia escrita por Fernando Morais, o filme narra a história de Olga Benário Prestes, comunista alemã casada com o brasileiro Luís Carlos Prestes. Durante a ditadura de Getúlio Vargas (1930-1945), ela foi acusada de conspirar contra o regime, sendo presa e mandada para um campo de concentração nazista, onde foi executada. Após o início da Segunda Guerra Mundia, Vargas retirou o apoio ao eixo.


Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino

Deve-se dar a mão à palmatória. Não há limites de gênero para Tarantino nem quando ele tenta fazer um filme de guerra. Bastardos Inglórios começa como um faroeste. A trilha ao fundo é de Álamo, a fazenda parece saída de Era Uma Vez no Oeste. Mas não são pistoleiros que chegam para barbarizar, e sim um coronel nazista (o ator austríaco Christopher Matz dando um show como vilão). Para combater gente tão vil, só mesmo arrumando um grupo mais malvado ainda. Brad Pitt faz o oficial Aldo Apache. Cerca-se de meia dúzia de párias do exército e a ideia é fazer os nazistas ficarem com medo das atrocidades que os norte-americanos cometem. Arrancar escalpos não é o pior que os bastardos armam, e sim marcar os oficiais com a suástica na testa. Assim, nem tirando a farda, o inimigo conseguirá se esconder. Paralelo a isso, existe uma história “lírica”; a da judia (Melanie Laurent) que se refugia como gerente de um cinema em Paris. Esse mesmo cinema será escolhido pelo Ministro da Propaganda Nazista para uma avant-premiere com a presença do Führer, e a mocinha judia pensa em uma forma de trancar todo o generalato lá dentro e queimá-lo vivo. É uma beleza. Tarantino orquestra para que os destinos da gerente do cinema e dos bastardos se encontrem, e o desafio é não escorregar no sangue, depois do primeiro disparo. Aliás, há momentos em que fica difícil saber até quem está do lado de quem. E, no jogo de máscaras, Tarantino se diverte.


O Ato de Matar, de Joshua Oppenheimer

O documentarista Joshua Oppenheimer desafiou os membros de um esquadrão da morte - responsável pela execução de 1 milhão de opositores - a reencenar os atos feitos sob a chancela do regime militar na Indonésia. Para que o projeto fosse realizado, técnicas de Hollywood foram utilizadas.


A Queda! As Últimas Horas de Hitler, de Oliver Hirschbiegel

O longa narra, sob a perspectiva de Traudl Junge, última secretária de Hitler, os dias finais da vida do ditador, que estava em um bunker quando Berlim foi ocupada por norte-americanos e soviéticos ao final da Segunda Guerra Mundial.


O Grande Ditador, de Charles Chaplin

No longa-metragem de 1940, Chaplin é Adenoid Hynkel, um ditador que tenta expandir um império ariano enquanto um pobre barbeiro judeu foge das perseguições do regime tirânico.


O Último Rei da Escócia, de Kevin Macdonald

O filme relata os eventos ocorridos durante o brutal regime de Idi Amin e a relação do ditador de Uganda com Dr. Nicholas Garrigan (James McAvoy), médico do governante durante a década de 1970.


A Entrevista, de Evan Goldberg e Seth Rogen

É um fenômeno que entrou para a história: a comédia regular (com momentos inspirados e partes descartáveis) que foi responsabilizada pela iminência de uma guerra (que nunca veio, ainda bem). A Entrevista conta a história de um apresentador de talk show (Franco) e seu produtor (Rogen), que levam ao ar uma dessas bobagens televisivas à la Ryan Seacrest. Dentre esses, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. A dupla parte rumo ao país oriental em busca de uma entrevista, mas acaba incumbida pelo governo norte-americano de assassinar o ditador. O longa provavelmente não teria sido um grande marco não fosse pela reação da Coreia do Norte, que, de forma nada surpreendente, condenou o título. E (possivelmente) não parou por aí: segundo os Estados Unidos, o país foi responsável por hackear os servidores da distribuidora do longa, a Sony, e fazer ameaças aos cinemas que exibissem o filme. Agora, ele arrumou um espaço dentro do sentido mais amplo do termo cult e virou a comédia que todo mundo assistirá para não ficar de fora do papo de bar.


Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl

Dentre os grandes nomes do cinema no século XX, certamente o da alemã Leni Riefenstahl é um dos mais controversos. O inegável talento técnico da cineasta será sempre questionado através da profunda relação dela com a propaganda nazista. Em Triunfo da Vontade, Leni documenta a convenção do Partido Nazista Alemão em Nuremberg, em 1934.