De volta ao divã

Redação Publicado em 14/07/2014, às 10h15 - Atualizado em 15/07/2014, às 10h45

Analítico
Zécarlos Machado dá vida ao terapeuta Theo.
Série SESSÃO DE TERAPIA, que estreou no Brasil em 2012, tinha, até o ano passado, roteiro amplamente baseado na versão original, a israelense Be-Tipul. Nesta terceira temporada, no entanto, o diretor Selton Mello vai mais longe: o conteúdo agora é inteiramente criado no Brasil, sem inspiração no programa estrangeiro. “Pelo retorno que recebo nas ruas, sinto que existia uma lacuna na TV”, diz Mello. Enquanto BeTipul terminou após duas temporadas, o divã do terapeuta Theo Cecatto (Zécarlos Machado) continua movimentado, com um novo punhado de personagens e conflitos. Os atores Ravel Andrade, Rafael Lozano, Paula Possani e Letícia Sabatella formam o grupo de pacientes que busca o auxílio do profissional, na leva de episódios que está marcada para estrear no dia 4 de agosto, no canal pago GNT. “É como entrar no ritmo da brincadeira de pular corda conduzida por uma turma de amigos que já está estabelecida”, compara Letícia sobre ingressar no seriado após 80 episódios. Fernando Eiras, Camila Pitanga e Celso Frateschi completam a lista de novidades como um trio de psicanalistas que supervisiona o trabalho de Theo. Desta vez, o relacionamento conturbado do protagonista com o filho Rafael (Johnnas Oliva) substitui o desgaste emocional que antes era causado pelo pai do terapeuta. Theo, ele próprio uma figura paterna ausente, terá a chance de se aproximar do primogênito ao descobrir os problemas dele com drogas e álcool. “Essas questões vão desestabilizá-lo”, prevê Zécarlos. Para o ator, a densidade da trama faz do retorno ao personagem um processo trabalhoso. “Não é um reencontro tranquilo”, reflete. Selton Mello, que ingressou de vez na carreira de diretor depois de comandar as gravações do filme Feliz Natal, está satisfeito com o trabalho realizado ao longo dos três anos de programa. “Por eu ser ator, meu trânsito com o elenco é fluido e existe uma confiança mútua”, explica. A jornada pelo autoconhecimento que a série sugere também se reflete no próprio artista. “Aprendi um bocado sobre meu ofício de ator, vendo todos aqueles colegas tão diferentes entre si, cada um com seus métodos”, diz ele. “E poder conduzir uma obra que exige que o espectador vá além da superfície é algo que me encanta.”