Dez canções inesquecíveis de Leonard Cohen

Redação Publicado em 11/11/2016, às 14h07 - Atualizado às 20h35

Leonard Cohen
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"Suzanne" (1967)



Uma das mais conhecidas canções de Leonard Cohen, "Suzane" também abriu o primeiro álbum dele, lançado em dezembro de 1967 e chamado Songs of Leonard Cohen. Como boa parte da obra de Cohen, a canção foi baseada em um relacionamento real, no caso com a artista e dançarina Suzanne Verdal. Eles se envolveram em 1965 e a experiência deixou marcas em Cohen.


"So Long, Marianne"



Outra canção icônica incluída no álbum de estréia de Cohen, "So Long, Marianne" foi inspirada em Marianne Ihlen, que ele conheceu na Ilha de Hydra, na Grécia, onde morou no começo dos anos 1960. Eles se apaixonaram e Cohen convidou a moça e o filho pequeno dela para morar com ele no Canadá. O romance durou até o final dos anos 1960. A musa do cantor morreu em julho deste ano e também inspirou “Traveling Light”, faixa do recém-lançado You Want It Darker.


"Sisters of Mercy"



Esta marcante balada com toque de valsa foi escrita em 1967 pelo bardo canadense depois que duas companheiras de viagem chamadas Barbara e Lorraine usaram a cama dele em um hotel em Edmonton, Canadá. Enquanto elas dormiam, ele ficou as observando e concluiu a canção sem dificuldade. Logo na manhã seguinte, ele pegou o violão e a cantou para elas. Anos mais tarde, a canção iria batizar a famosa banda inglesa de rock gótico.


"Bird on a Wire"



No começo da década de 1960, Cohen passou uma temporada na ilha grega de Hydros. Lá, ele observava os passarinhos se alinhando no fio telefônico. Anos mais tarde, ele se lembrou dos amigos emplumados. A contemplativa "Bird on The Wire" de 1969, foi o resultado. Ela foi gravada por nomes como Joe Cocker, Willie Nelson, Johnny Cash, Aaron Neville e Kris Kristofferson, dentre outros.


"Chelsea Hotel #2"



O Chelsea Hotel, localizado em Nova York, é um dos mais icônicos pontos de parada de astros do rock. Muitos nomes famosos se hospedaram no local ou então moraram lá por um tempo. Bob Dylan, Joey Ramone, Bon Jovi e muitos outros escreveram sobre o Chelsea. Cohen fez uma homenagem ao hotel em 1974 nesta memorável canção. Anos mais tarde, ele identificou a garota descrita na letra como sendo Janis Joplin.


"Memories"



Em 1977, Cohen se juntou ao genial e problemático produtor Phil Spector e o resultado foi o polêmico Death of a Ladies' Man, um álbum que consegue ser cultuado e detestado ao mesmo tempo. Spector aplicou seu notório método do Wall of Sound e alguns acharam que isso exagerou o som de Cohen, que sempre se apoiou em bases acústicas. Outros acharam que foi uma mudança bem-vinda e que deu um novo colorido à música de Cohen. O destaque foi "Memories", um doo wop em que Cohen se lembrava de suas aventuras sexuais nos anos 1950.


"Hallelujah"



Lançado em 1984, o álbum Various Positions trouxe esta canção, que é até hoje a mais regravada e uma das mais conhecidas de toda a carreira de Cohen. "Hallelujah" ganhou versões bem conhecidas de nomes como John Cale e Jeff Buckley. Bob Dylan também a cantou ao vivo. Cohen usou nela diversas citações bíblicas. Em entrevistas, ele falou que canção poderia ser celebratória ou não. Isso dependia de quem a cantava ou de como a cantava.


"Dance Me to the End of Love"



Essa valsa foi lançada originalmente em Various Positions (1984), mas se tornou mais popular dez anos depois na versão ao vivo incluída em Cohen Live - Leonard Cohen in Concert (1994). Muitos pensam que é uma canção romântica, mas segundo Cohen ele descreve os horrores do Holocausto. Antes dos prisioneiros judeus serem enviados para o forno crematório nos campos de concentração nazistas, um quarteto de cordas tocava velhas melodias. Cohen então procurou tirar beleza dentro de um horror inimaginável. Foi baseado nesse sentimento ambíguo que "Dance Me to the End of Love" foi estruturada. O cover feito por Madeleine Peyroux também se tornou popular.


"I'm Your Man"



Em I'm Your Man (1988), Cohen procurou diversificar a sonoridade, usando sintetizadores e o trabalho teme alguma influencia de som eletrônico e soul. Dentre os destaques estavam "First We Take Manhattan" e a faixa-título, mais uma ruminação romântica de Cohen. Nela, ele implorava o perdão de uma namorada que ele havia traído.


“Going Home”



Old Ideas (2012) marcou um retorno volta para Cohen, que não gravava desde Dear Heather (2004). “Going Home”, a música que abriu o trabalho, já mostrava Cohen com a voz cansada e ainda mais soturna, as cordas vocais deles já estavam desgastadas pela idade e pelos anos de cigarros. Era uma espécie de autobiografia na qual ele se descrevia como um “bastardo preguiçoso que vivia com a mala na mão”.