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Espírito Aventureiro

Diogo Strausz lança disco solo repleto de participações

Guilherme Guedes Publicado em 13/01/2015, às 17h13 - Atualizado em 06/02/2015, às 15h58

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<b>Voando Sozinho</b><br>
Strausz aposta na diversidade em álbum.
<b>Voando Sozinho</b><br> Strausz aposta na diversidade em álbum.

Produtores musicais nem sempre lançam discos coesos ou acessíveis. Na verdade, discos assinados por quem está mais acostumado a podar ou refinar o trabalho de outros artistas muitas vezes soam confusos, como coletâneas de ideias subaproveitadas. Não é o caso de Spectrum Vol. 1, álbum de estreia do carioca Diogo Strausz, que foi lançado no mês de janeiro.

Conheça “Não Deixe de Alimentar”, single eclético e contagiante de Strausz.

Strausz estreou musicalmente como um dos guitarristas do grupo R. Sigma, uma boa surpresa do rock nacional da safra dos anos 2000. Com o fim da banda, passou a se dedicar à produção eletrônica em faixas originais bem-humoradas, a exemplo de um divertido mash-up entre “Velocidade do Eletro”, da Gang do Eletro, e “Technologic”, do Daft Punk.

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No panorama infinito da exploração digital, Strausz encontrou a alforria criativa. “A música eletrônica me deu uma liberdade artística maior, porque me ajudou a exercitar uma série de habilidades enquanto produtor. Você se torna mais autossuficiente e mais apto a se comunicar com outros profissionais”, afi ma Strausz. Multi-instrumentista competente e dono de um respeitável catálogo de boas referências, Strausz esculpiu álbuns de destaque da cena recente do Rio de Janeiro, como Serviço, do cantor Castello Branco, o EP Pausa, de João Capdeville, e o elogiado Rainha dos Raios, de Alice Caymmi, e usou essas qualidades para botar liga na mistura heterogênea de estilos que forma Spectrum.

Ouça a versão ao vivo de “Infinu”, pelo Boogarins

Com participações de nomes como Kassin, Alice e Danilo Caymmi, Keops e Raony (da banda Medulla), Apollo, Bonde do Rolê e Leno (cantor da jovem guarda e pai de Strausz), o disco reúne canções que vão da guitarrada (“Chibom”) ao drum n’ bass (“Me Ama”), passando pelo soul e pela MPB setentista (“Não Deixe de Alimentar”) com extrema facilidade. “O álbum se amarra no fato de ser todo desconectado de uma maneira que faz o maior sentido”, ele tenta explicar. “Eu sou novo e esse disco é uma chance de suprir meu desejo de me aventurar.”