Homenagem a Paulo Vanzolini: dez grandes canções, por dez grandes cantores

Redação Publicado em 29/04/2013, às 20h14 - Atualizado às 20h27

Galeria - Paulo Vazolini - Capa
Divulgação

Martinho da Vila – “Juízo Final”

Martinho interpreta com aquela malemolência carioca a redenção de um pecador, que morre mas segue para o céu, e vê, lá do alto, o sofrimento da antiga companheira. “Ô demônio: capricha!”, canta ele.


Miúcha – “Raiz”

Paulo Vanzolini era amigo de infância da família Buarque de Holanda. A música “Raiz”, interpretada por Miúcha, saiu no disco “Por Ele Mesmo”, de 1981.


Márcia – “Boca da Noite”

A voz de Márcia desliza por uma das músicas mais melódicas, criada numa parceria entre Paulo Vanzolini e Toquinho. A canção foge do tradicional.


Carmen Costa e Paulo Marques – “Mulher que Não Dá Samba”

Carmen Costa e Paulo Marques gravaram quase na íntegra o disco A Música de Paulo Vanzolini, de 1974, então eles precisavam estar aqui nesta lista. “Mulher que Não Dá Samba” é uma letra jocosa de Vanzolini: “Parece que vai tudo em santa paz / Na base do mais ou menos / Um pouco mais menos do que mais / Tão regular, sem reclamar / Porém não satisfaz”.


Paulinho da Viola – “Bandeira de Guerra”

“Bandeira de Guerra” é uma das poucas músicas que Vanzolini gravou em sua voz, no disco Por Ele Mesmo, de 1981. Aqui, contudo, selecionamos uma versão de Paulinho da Vila, grande poeta, sambista e, mais importante, amigo de longa data de Vanzolini.


Maria Bethânia – “Volta por Cima”

Difícil encontrar palavras para descrever essa performance de Maria Bethânia para a canção que é uma das mais famosas do cancioneiro de Vanzolini, certamente a mais popular. É dela o verso que se tornou o lema do povo brasileiro: “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.


Chico Buarque – “Quando Eu For, Eu Vou Sem Pena”

Mais um integrante da família Buarque de Holanda. Agora, Chico, o mais famoso deles, canta esse interessante samba que faz ode ao desapego chamado “Quando Eu For, Eu Vou Sem Pena”.


Clara Nunes – “Mente”

“Mente”, ao lado de “Longe de Casa”, são dois sambas de Vanzolini gravados pelo amigo dele, Eduardo Gudin, em 1978. A faixa depois foi gravada por Clara Nunes, uma das maiores intérpretes da música nacional, que não faz feio nesta faixa.


Zé Renato e Renato Braz – “Capoeira de Arnaldo”

“Capoeira de Arnaldo” tem uma interessante história de bastidores. Vanzolini a compôs como resposta a um amigo, o artista plástico Arnaldo Horta, que havia provocado o compositor dizendo que foi um argentino, radicado na Bahia, chamado Carybé, que trouxe a capoeira para o Brasil. E esta é a “capoeira” que integra o título do primeiro disco dele, Onze Sambas e Uma Capoeira.


João Gilberto – “Ronda”

Com eu-lírico feminino, é a grande obra de Vanzolini. Ele mesmo não gostava muito da música. Talvez por ela ter ofuscado outras canções tão ou mais belas, mas que não tiveram a magnitude desta. Foi “Ronda” que inspirou Caetano Veloso a escrever “Sampa” – diz-se que há até uma imitação de timbres aqui e ali. Ainda assim, tornou-se um hino paulistano tão bairrista, que transcendeu os limites geográficos. Um exemplo: clique no player ao lado e ouça uma encantadora versão de João Gilberto, o mais carioca dos baianos.