Madonna: 60 anos de idade, 36 de polêmicas

Redação Publicado em 16/08/2012, às 13h01 - Atualizado em 12/01/2018, às 15h40

Madonna
AP

“What it Feels Like for a Girl”

Direção: Guy Ritchie (2001)

O então marido de Madonna, o cineasta Guy Richie, a dirigiu nessa produção, na qual ela se transforma em uma vigilante abastecida por drogas e álcool. Diferente do que acontece na maior parte dos clipes dela, a polêmica aqui não está relacionada a sexo, mas sim a violência. Madonna se junta a uma cúmplice idosa e sai dirigindo e cometendo crimes noite adentro. Quando lançado, o clipe era exibido somente de madrugada pelas emissoras musicais norte-americanas.


“Girl Gone Wild” (2002)

Direção: Mert & Marcus

O mais recente clipe polêmico de Madonna buscou inspiração em todo um amplo passado de vídeos bombásticos lançados pela diva pop. Com alusões religiosas misturadas a conteúdo sexual, há referências a "Erotica", "Justify My Love", "Human Nature" e "Vogue" no trabalho. O videoclipe ganhou destaque por causa da edição, coreografia e pelo visual ousado da cinquentona Madonna.


“Open Your Heart” (1986)

Direção: Jean-Baptiste Mondino

Este vídeo é fichinha perto dos outros que Madonna viria a protagonizar posteriormente. Mas a imagem de um garoto dentro de uma casa de shows burlescos não agradou nada a sociedade norte-americana. O menino não vê nada de fato (há tarjas pretas nas fotos de mulheres expostas a ele, e o próprio tapa os olhos com as mãos em alguns momentos), mas ganha um “selinho” de Madonna no final do vídeo.


“Me Against the Music” (2003)

Direção: Paul Hunter

A expectativa era que o beijo entre Britney Spears e Madonna no Video Music Awards se repetisse nesse vídeo. As duas aparecem dançando em lugares separados (Madonna observa sua pupila por meio de TVs), até que se encontram dançando lascivamente sobre a estrutura de uma cama sem colchão. Britney bem que tenta arrancar uma casquinha a mais de Madonna... O resultado você vê na cena final do clipe.


“Human Nature” (1994)

Direção: Jean-Baptiste Mondino

O vídeo veio depois de “Justify my Love” (também de Mondino) e “Erotica”, então não era necessariamente uma surpresa para o público que conhecia Madonna. Mas bondage e masoquismo sempre são tabu, qualquer que seja o contexto, então ver Madonna amarrada a uma cadeira enquanto dançarinos – homens e mulheres – a acariciam conseguiu chocar muita gente. Mas o melhor é o casamento entre imagem e som, enquanto ela canta: “E eu não me arrependo/ É da natureza humana”.


“Justify My Love” (1990)

Direção: Jean-Baptiste Mondino

A música foi escrita por Lenny Kravitz, mas a entonação sensual que Madonna deu a ela é completamente única, principalmente por conta desse clipe, que, na época, foi censurado pela MTV norte-americana. No vídeo, a cantora encena atos sexuais e de sadomasoquismo com homens e mulheres em um quarto de hotel. Em um trecho da letra, ela ainda decreta: “Pobre é o homem cujos prazeres dependem da permissão de outro”.


“Like a Prayer” (1989)

Direção: Mary Lambert

A música está no quarto álbum de Madonna, que leva o mesmo nome da canção. O vídeo caiu como uma bomba para os católicos, e não é por menos: Madonna aparece em uma igreja, se vê com as chagas de Jesus Cristo, sonha que está fazendo amor com um santo negro e ainda dança em frente a cruzes pegando fogo. A cantora havia assinado um contrato milionário com a Pepsi, cedendo a música para uma campanha publicitária, mas a companhia desfez o acordo logo após o lançamento do clipe. Além disso, claro, foi um escândalo para o Vaticano, tanto que o Papa João Bento II baniu Madonna da Itália.


"Erotica" (1992)


Direção: Fabien Baron

Após chocar (e conquistar) o mundo com Like A Prayer, Madonna quis ir além com Erotica, de 1992. Nele, a cantora retrata cenas intensamente eróticas em um mundo ainda chocado pela Aids, e toca em assuntos que a viriam a acompanhar por toda carreira - a liberdade sexual e a homossexualidade. O vídeo foi filmado em Super-8 durante as sessões de fotografia para o livro Sex. A top-model Naomi Campbell e o rapper Vanilla Ice aparecem no clipe.


“American Life” (2003)

Jonas Åkerlund

A primeira versão desse clipe acabou nem sendo lançada oficialmente. Madonna cancelou a estreia devido às fortes imagens de pessoas feridas em combates armados (cenas reais e fictícias, incluindo um modelo vestido de soldado com as pernas decepadas), bem à época da invasão norte-americana ao Iraque. “Eu não acredito que é apropriado lançar o vídeo nesse momento. Devido ao volátil estado do mundo e por sensibilidade e respeito às forças armadas, que apoio e pelas quais rezo, eu não quero me arriscar a ofender ninguém que possa interpretar mal o significado desse clipe”, escreveu Madonna em um comunicado oficial. Uma versão alternativa do vídeo, sem violência, foi lançada.


"Express Yourself" (1989)

Direção: David Fincher

Madonna usou uma estética baseada no filme Metrópolis para mostrar o corpo masculino como objeto. Ela aparece soberana, comandando uma legião de operários sarados. Depois, arrasta-se de quatro por uma sala, bebe leite de um pires e o joga sobre seu corpo (essa ideia foi de Fincher, ela disse posteriormente). Há ainda a cena dela presa a uma cama – e depois liberta, quando resolve acolher um de seus empregados como amante.