As melhores músicas internacionais de 2014

Redação Publicado em 16/01/2015, às 11h17 - Atualizado às 11h31

Melhores de 2014 - Músicas Internacionais - Abre
Reprodução

10º - FKA Twigs - “Two Weeks”

Sussurrando, a cantora britânica garante que só precisa de duas semanas para fazer o interesse amoroso dela esquecer a ex, e não é difícil acreditar. Trilha para um encontro romântico (ou tórrido).


9º - Foo Fighters - “Something from Nothing”

É a canção que melhor define o Foo Fighters dos dias atuais: início em calmaria, guitarras entrelaçadas, refrão urgente e, como não poderia faltar, uma gritaria desesperada nos minutos finais.


8º - Black Keys - "Gotta Get Away"

A última faixa de Turn Blue parece vinda diretamente das rádios dos anos 1970, do andamento da guitarra em ritmo de Keith Richards nos Rolling Stones ao balanço de blues, passando pela batida do cowbell.


7º - Iggy Azalea e Charli XCX - “Fancy”

Graças ao gancho matador de Charli XCX, “Fancy” dominou o verão no Hemisfério Norte e se tornou o rap cantado por uma mulher mais popular do ano em termos mundiais.


6º - Taylor Swift - “Shake It Off”

Dá para não amar Taylor Swift tirando sarro de si mesma enquanto diz: “Tenho muitos encontros / Pelo menos, é o que dizem por aí”? Não, não dá. Tente ficar com as mãos paradas enquanto ouve o refrão.


5º - Beyoncé e Jay Z - “Drunk in Love”

Foi o hit radiofônico mais sexy de 2014, da batida grave pesada ao arrepio selvagem na voz de Beyoncé quando canta sobre noites regadas a álcool e manhãs de ressaca. Nem a piada rude sobre Ike Turner feita pelo marido acaba com o clima.


4º - Sia - “Chandelier”

Apesar de estar sempre nas paradas nas vozes de outros cantores, Sia só conseguiu um sucesso mundial próprio com esta canção, inspirada na luta dela contra o alcoolismo. O refrão captura o momento em que beber para de ser divertido e se torna assustador.


3º - St. Vincent - “Digital Witness”

No melhor single do quarto disco de Annie Clark, a guitarrista exibe toda a habilidade com o instrumento – usando distorção, efeitos rasgados e até um trecho suingado, típico da disco music – para criticar a necessidade de se projetar através das redes sociais.


2º - Jack White - “Lazaretto"

O roqueiro mais ambicioso dessa geração lança mão de todos os truques que tem na manga para incrementar a melhor faixa do álbum homônimo: ri s de guitarra sincopados e dançantes, vocais lancinantes, solo bluseiro e até um inesperado violino.


1º - Beck, “Blue Moon”

Certas coisas tendem a ficar ainda melhores com o tempo, e tal máxima se aplica a Beck Hansen. Com Morning Phase, o músico norte-americano de 44 anos atinge um nível impressionante de destreza melódica e lirismo que apenas a maturidade é capaz de proporcionar. “Blue Moon” não é só a síntese dessa fase virtuosa, mas é possivelmente a mais bela música que Beck já escreveu. Introspectivo e com o coração partido, o cantor lamenta sobre “estar cansado de estar sozinho” e implora para não ser abandonado, protegido apenas por violões dedilhados e poucas camadas de timbres oníricos. Uma tortuosa viagem ao âmago do artista, esta certamente é a canção mais dolorida que ouvimos sem parar em 2014.