Melhores Músicas Internacionais de 2015

Redação Publicado em 29/01/2016, às 19h28 - Atualizado em 04/02/2016, às 18h48

A turbulência que sacudiu as ruas e a inqueitação no coração e na mente das pessoas mundo afora foram refletidas nas principais canções do ano que passou.
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1° - Kendrick Lamar - "King Kunta”

Muitos são os grandes momentos de To Pimp a Butterfly, mas "King Kunta" se destaca por ser a faixa com mais funk pulsando nas veias. Remete ao Parliament, de George Clinton, e traz elementos de "The Payback", de James Brown. Há ainda uma citação de "Smooth Criminal", de Michael Jackson (quando Kendrick pergunta "Annie, are you ok?"). Apesar de o escravo rebelde Kunta Kinte ser citado já no título, o rapper preferiu um videoclipe festivo para promover o hit. Ele retornou à suburbana cidade natal de Compton e convocou os amigos que seguem residindo por lá para tirar uma onda nas ruas. No ano do revival do N.W.A. – outro filho ilustre de Compton –, casou direitinho.


3° - Alabama Shakes - "Don't Wanna Fight"

A banda se entrega ao poder do groove nesta que pode ser sua faixa mais quente e funk até agora. O uivo de abertura de Brittany Howard soa como um verdadeiro furacão. Mas a mensagem não agride ninguém: é um urgente pedido de conciliação.


6° - Tame Impala - "Don't Wanna Fight"

De alguma forma, a batida acolhedora de synth-pop desta composição dos australianos experimentalistas nos faz pensar no guru psicodélico Syd Barrett participando de uma balada ao lado do pioneiro da música eletrônica Gary Numan.


3° - Courtney Barnett - "Pedestrian at Best"

Os quatro minutos mais empolgantes do rock em 2015: sons de guitarra de garagem e um desabafo sombrio e hilariante que levam a um refrão que sua banda alternativa preferida dos anos 1990 teria rasgado a camisa xadrez para ter escrito.


3° - Adele - "Hello"

Quando adele diz “Hello”, as pessoas escutam – dezenas de milhões de pessoas escutam. Independentemente de estar cantando para um ex (como o videoclipe insinua) ou para sua juventude (como ela alega), esta balada intensa corta fundo.


6° - Tame Impala - "Don't Wanna Fight"

De alguma forma, a batida acolhedora de synth-pop desta composição dos australianos experimentalistas nos faz pensar no guru psicodélico Syd Barrett participando de uma balada ao lado do pioneiro da música eletrônica Gary Numan.


7° - Faith No More - "Sunny Side Up"

O terceiro single de Sol Invictus traz um elemento que pode passar despercebido para a maioria dos ouvintes, mas que deixou os músicos animados no estúdio: Roddy Bottum gravou sua parte em um piano de verdade, não em um teclado.


3° - Major Lazer - "Lean On" (part. MØ)

Rihanna a rejeitou. Nicki Minaj também. Então, a equipe de Diplo se juntou a uma novata dinamarquesa e a um baladeiro francês. O resultado: a faixa mais tocada na história do Spotify e um dos refrãos mais irresistíveis do ano.


9° - Drake - "Hotline Bing"

Um sample vintage de bateria eletrônica dos anos 1970 move a dolorosa lembrança de uma garota que ligava para Drake ansiando por sexo. Agora, resta a ele ficar se lamentando sobre a atual vida festeira da moça e dançar como um bobo apaixonado.


10° - Kendrick Lamar - "Alright"

Depois de uma visita à África, Lamar percebeu que a discussão sobre racismo nunca vai acabar. Quando voltou, gravou esta faixa, que reflete sobre luta e esperança. A produção e os vocais de apoio ficaram com Pharrell Williams.


3° - Motörhead - "Thunder & Lightning"

Se alguém um dia desejou que Lemmy Kilmister e cia. fizessem uma canção falando de trovoadas e raios, cá está ela. A faixa de Bad Magic serve como trilha sonora perfeita para dias em que o céu estiver desabando.


12° - Sam Smith - "The Writing's on the Wall"

Bombástica, exagerada e passional. Se não fosse assim, esta balada não teria nenhuma graça. Afinal, ela é o tema principal de 007 contra Spectre, o mais recente filme da franquia do agente James Bond.


13° - Björk - "Black Lake"

Tão expressiva e emocional quanto sempre e mais pessoal do que nunca, Björk abriu o coração em Vulnicura. Esta faixa representa toda a dor da perda da cantora, que fez o álbum inspirada pelo fim de um relacionamento.


14° - Keith Richards - "Trouble"

O guitarrista dos Rolling Stones canta de forma clara neste rock básico, que se tivesse sido lançado por sua banda titular teria potencial para se tornar um tremendo hit. Richards mantém tudo descomplicado e capricha nas guitarras.


15° - Rihanna - "Bitch Better Have My Money"

A estrela deve lançar o álbum Anti ainda este ano, mas os singles que anteciparam o trabalho causaram impacto em 2015. Apesar de complicada para dançar, esta faixa hipnótica pega na hora.


16° - Florence and the Machine - "Ship to Wreck"

Usando uma sonoridade que poderia ter saído de uma rádio FM dos anos 1970, a canção faz uso pleno da voz grandiloquente de Florence Welch. Ela forma um turbilhão durante o qual sua banda navega de forma estável.


17° - Mumford & Sons - "Believe"

Primeiro single de Wilder Mind, a faixa teve a função de mostrar que o Mumford & Sons estava dando uma guinada na sonoridade que lhe era tradicional. Antes folk e acústica, hoje a banda não sente falta do banjo.


18° - Wilco - "Random Name Generator"

Guitarras tortas, arranjos oblíquos e vocais serenos. Em termos de som, é o Wilco de sempre. Na hilária letra criada por Jeff Tweedy, o cantor pretende nomear de forma aleatória toda criança recém-nascida.


19° - Justin Bieber - "Sorry"

Bieber quer mudar a opinião pública sobre si, e assim pede desculpas, metaforicamente, pelo comportamento errático de anos anteriores. A batida tropical desse dancehall (que tem a mão de Skrillex) facilita a tarefa para o canadense.


20° - Eagles of Death Metal - "Complexity"

Uma versão deste rock lascivo já havia saído em Honkey Kong (2011), disco solo de Jesse Hughes (sob a alcunha Boots Electric). Mas Josh Homme achou que ela merecia uma nova chance. Agradecemos por isso.


21° - New Order - "Restless"

Este single dos mestres da música eletrônica tem como temas centrais a cobiça e o consumismo. Mas o que interessa é que ele resgata o pique dos bons tempos em que os ingleses colocavam fogo nas pistas de dança.


21° - Giorgio Moroder - "Déja Vù"

A fortuita parceria entre dois dos nomes mais importantes da música nos últimos dois anos – o veterano produtor Moroder retornando e Sia explodindo de vez – gerou uma das melhores faixas dance ouvidas em 2015.


3° - Lana Del Rey - "Music To Watch Boys To"

Como uma garota falsamente ingênua que sabe de seu poder de sedução, Lana Del Rey fica de olho nos rapazes e mistura doses de melancolia e volúpia nesta faixa conduzida por um piano sutil e refrão com som orquestrado.


24° - The Dead Weather - "I Feel Love (Every Million Miles)"

“Por que a batida do meu coração parece um alto-falante?”, canta Alison Mosshart. Este rock agressivo em alto volume e com vocais afiados é uma honrosa representação contemporânea do gênero.


25° - Kurt Vile - "Pretty Pimpin"

O rapaz dos acordes de guitarra dourados está olhando para um espelho e o que encontra é um completo estranho. Ele prefere deixar o pânico inicial de lado com uma canção que tem partes iguais de tiração de sarro e maluquice.