Música Dinâmica

Brothers of Brazil investe em diversidade sonora no terceiro disco da carreira

Luisa Jubilut Publicado em 16/10/2014, às 18h00 - Atualizado em 21/10/2014, às 19h28

Papitos
Supla (à esq.) e João Suplicy buscam diferentes melodias
Henrique Grandi

Depois de meses na estrada divulgando os trabalhos anteriores, o Brothers of Brazil começa a finalizar o terceiro disco da carreira, que ganhou o nome de Melodies From Hell (melodias do inferno). As gravações, feitas em Nashville ao lado dos produtores Jon Tiven (Robert Plant, Black Francis) e Jimmy Wall, deram margem a uma diversidade maior no som da dupla. “A gente decidiu que o álbum iria ter esse nome justamente porque ele conta com várias melodias diferentes”, afirma Supla (bateria e vocais). “Tem rock, tem coisas introspectivas, melódicas. Até porque a gente não é só uma coisa.”

“Este terceiro disco capta muito bem a identidade do Brothers”, adiciona João Suplicy (guitarra e vocais). “O primeiro, Punkanova (2009), misturava punk com a bossa nova. On My Way (2011) já era mais roqueiro. Independentemente do rótulo, o novo álbum representa o som da banda.”

O cuidado da dupla ao registrar as faixas foi intenso: além do violão tocado por João Suplicy em todas as faixas, ainda podem ser ouvidos cítara, baixo de 12 cordas, órgão e diferentes instrumentos de percussão ao longo do disco.

Para os irmãos, Melodies from Hell não é apenas o trabalho mais diversificado da trajetória do Brothers, mas também um apanhado bastante amplo de histórias – há desde músicas sobre política a faixas bem-humoradas. “Malibu Barbie”, por exemplo, foi criada depois que Supla participou de uma festa bastante peculiar em Los Angeles. “Todas as meninas estavam vestidas de Barbie, eu até brinquei que eu era o ‘Punk Rock Ken’”, conta, rindo. Já “Mother Earth”, como indica o título, questiona a maneira como o homem se relaciona com a natureza. Segundo Supla, “é um dos rocks mais importantes do álbum”.

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