Os 10 assassinatos mais marcantes de Breaking Bad

Redação Publicado em 05/08/2013, às 18h11 - Atualizado às 18h19

Galeria – Melhores Mortes de Breaking Bad - capa
Divulgação

Emilio
(1ª temporada, “Pilot”)

A primeira vez a gente nunca esquece. O primeiro passo de Walter White por essa longa e sangrenta caminhada veio de uma situação de vida ou morte. Forçado a revelar como faz seu produto superior a Emilio e Krazy-8, dois sócios do parceiro dele, Jesse, que tinham a intenção de matá-lo assim que ele lhes revelasse o segredo, Walt fez um coquetel químico letal no furgão e os trancou lá dentro. Isso leva a uma frenética fuga pelo deserto e à angustiante morte de Krazy-8, depois que eles perceberam que o veneno não deu conta do recado. Emilio, contudo, foi a primeira pessoa a morrer pela falta de sorte de conhecer Walter White – e estava bem longe de ser o último.

Victor
(4ª temporada, “Box Cutter”)

Gus Fring sempre foi o tipo silencioso, mas poderoso: por que deveria ser diferente quando ele está prestes a assassinar alguém? Após a falha de Victor, então braço direito de Gus, que não conseguiu impedir que Walt e Jesse assassinassem Gale Boetticher, Gus calma e metodicamente veste uma roupa protetora, pega um estilete e rasga o pescoço não daqueles que o desafiaram, mas sim do homem que jurou lealdade a ele até o fim. Gus precisava de Walt, que precisava de Jesse, então, os dois permaneceram vivos.

Don Eladio e o Cartel
(4ª temporada, “Salud”)

O massacre à beira da piscina do antigo patrão/atual rival de Gus foi Breaking Bad bancando O Poderoso Chefão: um ato em grande escala de violência operática em um programa que geralmente mante as coisas simples. Mas Gus sempre foi alguém acima dos padrões em comparação com os tipos que cercam Jesse e Walt, então, o envenenamento por tequila funcionou belamente. O resultado de décadas de esquemas de vingança bolados contra o homem que assassinou o antigo parceiro de Gus (o outro ‘hermano’ da lanchonete), mostra que tudo o que foi bolado por Gus na série o levou até aquele momento.

Os Traficantes da Esquina
(3ª temporada, “Half Measures”)

Aquela cena em que um carro ou um ônibus chega do nada e atropela uma pessoa no meio da sua tela tem sido clichê desde Meninas Malvadas. Mas quando isso é usado de forma efetiva, quem liga? Com medo de que o confronto com traficantes responsáveis pela morte de um amigo de Jesse pelas mãos do irmão mais novo da namorada dele custe a vida do seu parceiro de cozinha, Walt decide salvar o dia. Ele atropela os dois com o carro, pega a arma de um deles e finaliza o serviço manualmente. É o crime mais metódico que Walt cometeu até agora.

Spooge
(2ª temporada, “Peekaboo”)

Morto por caixa eletrônico? Aposto que essa você nunca tinha visto. Desde o banho de banheira de ácido, na primeira temporada, até o episódio “Face Off”, no fim do quarto ano, Breaking Bad nunca fugiu do gore e a morte do viciado Spooge pelas mãos de sua namorada é um dos momentos sangrentos mais singulares. Ela empurra o pesadíssimo caixa eletrônico roubado por eles sobre a cabeça da vítima, esmagando-a como um melão maduro. É um momento definidor para Jesse, que antes de fugir da cena faz questão de que uma adorável criança, filha do casal junkie, não veja o que aconteceu com os pais.

Drew Sharp
(5ª temporada, “Dead Freight”)

Eu sei que você está pensando: quem é esse? Nós nunca chegamos a saber, realmente, e isso faz parte desta tragédia. Drew Sharp é o nome do garotinho que passa pelo caminho de Walt, Jesse, Mike e Todd no roubo de trem no deserto e paga com a vida dele por isso. A morte dele foi devastadora – uma indicação do tipo de gente que é Todd, recém-contratado por Walt, além de ter sido a gota d’água para Jesse e uma cena que desmascara a atitude "os fins justificam os meios" de Walt como uma desculpa monstruosa.

O vídeo ao lado é resumo do episódio, a morte de Drew Sharp aparece por volta de 1’10’’

Mike Ehrmantraut
(5ª temporada, “Say My Name”)

O assassinato de Mike, o faz tudo que relutantemente ajudou Walt a construir seu império das drogas, é um estudo de contradições. Foi o assassinato mais desagradável, vingativo e inútil cometido por Walt até então. Ele atirou em Mike porque o cara o irritou, basicamente. Não há justificativa em termos de proteger alguém ou algo importante e Walt mesmo diz a Mike antes que ele morra que poderia ter conseguido a informação que queria de outra forma. Mas a morte, em si, foi quase serena: com exceção da hora em que ele precisa gritar: “calem a boca e me deixem morrer em paz”.

Os primos
(3ª temporada, “One Minute”)

A sequência ação mais emocionante de Breaking Bad? Fácil. Avisado por Gus Fring, com a voz disfarçada, de que os irmãos Salamanca iriam executá-lo por assassinar o primo deles Tuco, Hank Schrader luta pela própria vida em um estacionamento lotado. A encenação do confronto – em um ambiente tão mundano e classe média – transforma tudo em um grande pesadelo, mas ao mesmo tempo em algo absolutamente tenso de se assistir.

O vídeo ao lado mostra uma compilação de cena dos Irmãos Salamanca, inclusive a última batalha deles contra Schrader.

Jane Margolis
(2ª temporada, “Phoenix”)

Vamos por ordem: Se você acha que Walter não matou Jane, a jovem tatuadora que caiu com tudo nas drogas novamente por causa de sua afeição por Jesse, não deveria estar lendo isso aqui.

Basta um olhar para o rosto de Mr. White enquanto ele assiste à morte dela, engasgando no próprio vômito, para entender tudo. É claro, ele tinha razões além daquelas de interesse próprio – ele temia por sua família e realmente acreditava que Jane poderia levar embora a vida de Jesse por causa do vício deles. Mas, no fim das contas, ele está matando para salvar a própria pele. E sabe disso.


Gus Fring
(4ª temporada, “Face Off”)

Este assassinato foi base para milhares de GIFs. Como um antagonista gélido presente desde meados da segunda temporada, Gus Fring precisava de uma despedida em grande estilo e foi isso que ele teve. Como resultado de um plano elaborado que envolvia conseguir estar novamente em bons termos com seu antigo parceiro Jesse (envenenando o filho da namorada dele) e aliar-se ao inimigo Hector Salamanca, Walt conseguiu derrubar o chefão com um explosivo improvisado acoplado a uma cadeira de rodas em uma casa de repouso. Como a galinha que continua viva e andando por um tempo mesmo depois de ter a cabeça cortada, o dono da rede de restaurantes Pollos Hermanos se manteve lutando até o fim: tempo suficiente para mostrar ao público que metade do rosto dele foi queimado e destruído. O mais assustador foi a forma com que Walt comemorou o sucesso do plano, mostrando que ele se tornou tão monstruoso quanto Gus: “eu venci.”