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Avenida 23 de maio terá o maior mural de grafite a céu aberto da América Latina

Os mais de 70 muros da avenida 23 de maio, entre o Terminal Bandeira e a passarela Ciccilio Matarazzo, em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), antigo Detran, ganharão intervenções

Luciana Rabassallo Publicado em 10/11/2014, às 19h45 - Atualizado às 20h13

O prefeito Fernando Haddad e os artistas escolhidos para a curadoria do mural de grafite na Avenida 23 de Maio
Heloisa Ballarini/Secom

Por Luciana Rabassallo

São Paulo terá umas das maiores galerias de grafite a céu aberto da América Latina. O anuncio do mural, que ficará na Avenida 23 de maio, foi feito pelo prefeito Fernando Haddad na sexta-feira, 7. O projeto, uma parceria entre a prefeitura da cidade e a Secretaria Municipal de Cultura, reunirá mais de 200 artistas na produção de 15 mil metros quadrados de murais com a arte de rua. O trabalho terá início no mês de dezembro e deve ser concluído em fevereiro de 2015.

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Os mais de 70 muros da avenida 23 de maio, entre o Terminal Bandeira e a passarela Ciccilio Matarazzo, em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), antigo Detran, ganharão intervenções - ao todo, serão 5,8 quilômetros de grafite. Um grupo de 15 artistas foi convidado para fazer a curadoria dos mais de duzentos que participarão da ação. Entre eles estão nomes como Binho Ribeiro, Ozi, Mauro Neri, Mundano, Nick Alive, Tikka Meszaros, Toddy, Bárbara Goy e Rui Amaral.

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Além dos materiais para a produção do grafite, a prefeitura auxiliará na segurança dos artistas, na limpeza dos muros, ampliação da iluminação e corte de grama. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) dará apoio na organização do trânsito durante o trabalho. “Estamos contentes com essa porta aberta, temos muita coisa para fazer e a 23 de maio é só o começo. Vamos apresentar projetos para as quebradas, a periferia e outros espaços públicos ociosos, que estão sujos e feios. A arte urbana tem custo benefício de retorno bem positivo. É barato e dá um resultado bom para a cidade”, afirmou um dos precursores do grafite na cidade, Rui Amaral, durante o anuncio.

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“Essa é uma demonstração de respeito e reconhecimento pelo trabalho que a gente desenvolve há muitos anos. É uma porta que está se abrindo para diversos outros projetos. Nesse momento, é ainda um abre portas. A preocupação com a escolha dos artistas, do conteúdo, estrutura é para fazer com que as propostas novas cheguem e aconteçam”, afirmou o artista e curador da 3ª Bienal do Graffiti, Binho Ribeiro.