Alcione, a rainha do samba

Redação Publicado em 21/06/2012, às 18h26 - Atualizado às 19h30

Alcione
Divulgação

Por Cláudia Boëchat

Quem é rainha nunca perde a majestade. Ditado absolutamente verdadeiro quando se trata da Marrom, Alcione Dias Nazareth, que aos 9 anos aprendia a tocar clarinete e aos 12 se apresentava profissionalmente na orquestra regida por seu pai, em São Luiz do Maranhão. Alcione é a grande diva do Prêmio da Música Brasileira. Foi escolhida como melhor cantora popular e seu último CD (e DVD), Duas Faces – Jam Session, foi premiado como melhor álbum do ano. Mas isso não é nenhuma novidade, já que tem uma extensa lista de prêmios, incluindo o Grammy Latino.

Aos 64 anos de idade, Alcione está festejando 40 de carreira. Em 1972 gravou seu primeiro compacto simples, “apadrinhada” por Jair Rodrigues, cantando “Figa de Guiné” (Reginaldo Bessa e Nei Lopes) e “O Sonho Acabou” (Gilberto Gil).

Em 1974, gravou Raul Seixas. “Planos de Papel” integrou a trilha sonora da novela global O Rebu:

Seu primeiro LP, A Voz do Samba, veio em 1975 e, além do sucesso de “O Surdo” (Totonho e Paulinho Rezende), “Não Deixe o Samba Morrer” (Edson e Aloísio) ficou 22 semanas em primeiro lugar nas paradas. É um verdadeiro hino da MPB, incansavelmente entoado.

Em 1976 gravou “Jesuíno Galo Doido” (Antônio Carlos e Jocafi), que entrou na trilha sonora do filme Pastores da Noite, baseado no livro de Jorge Amado:

Canção irreversivelmente associada à voz de Marrom é “Sufoco” (Chico da Silva e Antônio José). Ouça Alcione com Zeca Baleiro:

Na atual novela global das 18h, Amor Eterno Amor, só se fala em Lundu. Olha o que Alcione gravou em 1978, o “Lundu da Rapariga” (Joel Menezes e Totonho):

Em 1979, ela começa a comandar o programa Alerta Geral (nome de um de seus LPs), na TV Globo. Durante dois anos recebeu grandes nomes da MPB, entre eles Baden Powell, Vinicius de Moraes, Angela Maria, Cartola, Cauby Peixoto e Tom Jobim.

“A Chuva Cai Lá Fora” (Casquinha da Portela e Argemiro), com Beth Carvalho:

“Quando eu Vim de Minas (Xangô da Mangueira)”, com Clara Nunes, D. Ivone Lara, Leci Brandão e Martinho da Vila:

Duetos não faltam na carreira da Marrom, artista muito querida de todos. Por exemplo, esse com Gonzaguinha: “Mesa de Bar”, composta por ele:

Com Maria Bethânia, canta “Ternura Antiga” (Dolores Duran e J. Ribamar):

De Duas Faces, Alcione interpreta a canção de mesmo nome, composta por Altay Veloso:

E, como é preciso colocar um ponto (temporário, jamais final) nesse post, encerramos com “Evolução” (José Cavalcante de Albuquerque), esta com Lenine. Fica um “gostinho de quero mais”:

PS: É bom lembrar que, além de Jam Session, Alcione já lançou também o Duas Faces – Ao Vivo na Mangueira.

Para falar com Cláudia Boëchat envie e-mail para claudia.boechat@rollingstone.com.br