Flores em vida para Dona Inah

Redação Publicado em 02/09/2012, às 13h26 - Atualizado às 13h28

Dona Inah
Joana Gudin/Divulgação

Por Robie R.

Dona Inah chegou para mim por meio de uma fotografia. Em uma parede, entre grandes feras da música brasileira, que emprestam suas faces para decorar o interior de um bar, templo do samba em São Paulo. Emoldurada por imagens de Adoniran Barbosa, Nelson Cavaquinho, Paulo Vanzolini, Paulinho da Viola, Paulo César Pinheiro e tantos outros bambas, lá estava Dona Inah.

Depois veio sua voz, em forma de presente. Uma compilação de diversas músicas cantadas por Dona Inah em um CD, feita por uma amiga, que também me presenteou com muitas histórias sobre essa diva do samba. A materialização completa de Dona Inah, revelada em forma de grande ser humano, ocorreu aos poucos, na proporção que aumentava a minha intimidade com o samba e com a cantora.

Nascida em Araras (SP), ligada à música desde criança, Dona Inah só teve seu talento devidamente reconhecido em 2005, aos 69 anos. Foi quando ela ganhou o Prêmio TIM na categoria Revelação, com seu primeiro CD, Divino Samba Meu, lançado em 2004. Só então sua carreira deslanchou de vez. Uma surpresa até mesmo para ela.

Convido o leitor a conhecer um pouco mais sobre Dona Inah, assistindo aos próximos dois vídeos. O primeiro foi gravado para o programa Sr. Brasil, da TV Cultura, e o segundo em Marrocos.

Dona Inah canta “Estrela Dalma”, música composta por Teroca:

No Festival Mawazine Rythmes du Monde:

No final do ano de 2008, Dona Inah lançou o segundo álbum, Olha quem Chega, totalmente dedicado à obra do compositor Eduardo Gudin, que ajudou a alavancar ainda mais a carreira da cantora, indicada novamente em 2009 ao Prêmio de Música Brasileira (ex-Prêmio TIM), desta vez na categoria Cantora de Samba, ao lado de Leci Brandão e Mart’nália.

Escute agora o samba “Ainda Mais”, com melodia de Eduardo Gudin e letra de Paulinho da Viola:

Em 2010, Dona Inah esteve em Cuba, onde gravou 14 canções com músicos cubanos. Atualmente está gravando seu terceiro disco, com sambas inéditos, e participando das filmagens de Que Cantadora a Vida me Fez, documentário sobre ela dirigido pela cineasta Patrícia Francisco.

Assista agora a uma prévia desse filme, com comentários da diretora e da sambista paulista.

Agora é esperar para ver todas as histórias que esta pessoa iluminada tem para contar. Dedico este texto a todas as pessoas que cruzam nossas vidas e nos trazem algo a mais. Até a próxima.