Guitarrista do Kasabian elege músicas que representam times de futebol brasileiros

Músico participou de brincadeira na qual relacionou canções aos clubes nacionais

Reprodução/Vídeo Publicado em 18/04/2015, às 12h07

Sergio Pizzorno, guitarrista do Kasabian
Reprodução/Vídeo

Durante o Lollapalooza 2015, o serviço de streaming Deezer conversou com Sergio Pizzorno, guitarrista do Kasabian. Ao invés de perguntar ao músico sobre a apresentação e conduzir uma conversa óbvia, a repórter sugeriu a Pizzorno algo diferente: ela mostraria a camisa de um time de futebol brasileiro e ele deveria escolher uma música que representasse melhor cada equipe.

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O resultado, de certa forma, foi surpreendente. O guitarrista conseguiu identificar alguns dos clubes futebolísticos, sugerindo canções dos mais diversos gêneros. Times como Corinthians e Santos, conhecidos por Pizzorno, receberam faixas como “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division, e “Pinball Wizard”, do The Who. Apesar de simpático, o pequeno Remo foi desdenhado pelo músico, que deu à equipe “qualquer música do One Direction”. A seleção brasileira, por sua vez, ficou com “eez-eh”, do próprio Kasabian.

Veja a "entrevista" completa abaixo:

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O rock com sotaque britânico e inserções eletrônicas do Kasabian tomou o palco Onix da edição 2015 do Lollapalooza Brasil, que aconteceu no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, em março. Ainda que o mais recente álbum da banda, 48:13 não seja unanimidade entre os fãs, o público preencheu praticamente todos os espaços do ambiente dedicado ao show.

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Marcado para às 17h, a apresentação sucedeu a do Alt-J no line-up do festival – e concorreu com St. Vincent, que tocou no palco Axe –, e fez diversas pessoas correrem apressadas para pegar os primeiros acordes dos britânicos no Brasil. Depois da introdução melódica “(shiva)”, o grupo deu sequência ao setlist padrão, com o balanço da atrevida “bumblebeee”.

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“I'm in ecstasy”, cantou Tom Meighan, em uma das faixas de 48:13 mais bem recebidas. A recepção calorosa dos brasileiros só aumentou a intensidade do show, que seguiu com quatro singles antigos, “Shoot The Runner” (de Empire, segundo disco da banda), “Underdog” (de West Ryder Pauper Lunatic Asylum), “Days Are Forgotten” (de Velociraptor!), com um potente refrão, e “I.D.” (Kasabian).

“O indie rock está morto”, diz Tom Meighan, vocalista do Kasabian.

Até então, o clima de celebração seguia predominante, com integrantes empenhados em seus instrumentos e o público em simbiose. Quando puxou a nova “eez-eh”, o Kasabian deu início a uma grande “balada” a céu aberto, com batidas eletrônicas e dançantes. A canção causou um certo e choque e dividiu a plateia: enquanto alguns que apenas balançavam a cabeça passam a dançar, outros torcem o nariz para a ousadia da faixa.

O Kasabian constrói seu setlist de forma esperta. Sempre que há uma música nova (ou com arranjo que foge ao estereótipo do grupo), eles emendam uma das queridinhas do público – não deixando cair o ritmo do show. Assim foi com “Club Foot”, logo depois de “eez-eh”; e “Treat” – outra faixa com arrastada, com forte influência eletrônica e ares de Primal Scream e house music –, sucedida por “Empire”.

Em momentos como “stevie” – que traz uma história trágica sobre uma criança criada sob muito autoritarismo – e “eez-eh” – com o verso quase tolo “Now we’re being watched by Google” –, as letras pretensiosas e deslocadas se escondem no meio da atmosfera do palco, fazendo com as faixas de 48:13 soem mais interessantes no show do que no disco.

“Vocês vão amar essa aqui”, anunciou Meighan, antes de explodir a plateia com “Fire”. O guitarrista Sergio Pizzorno também convidou – e foi atendido – o público para pular em “Vlad the Impaler”. O final, como de costume, uniu a única balada do show, “Praise You”, do Fatboy Slim, e “L.S.F. (Lost Souls Forever)”, chegando ao fim 15 minutos antes do programado.

Querido pelo público brasileiro, o Kasabian tocou praticamente com a plateia na mão, e soube construir um setlist que sustentou a apresentação mesmo com canções menos convencionais.