Atração do Lollapalooza 2016, Dingo Bells toca “Funcionário do Mês” em versão intimista

Faixa integra primeiro disco do trio gaúcho, Maravilhas da Vida Moderna

Lucas Brêda Publicado em 11/11/2015, às 18h53 - Atualizado em 20/11/2015, às 17h31

Dingo Bells em cena do vídeo intimista de “Funcionário do Mês”
Reprodução/Vídeo

Por Lucas Brêda

Tendo lançado o disco de estreia, Maravilhas da Vida Moderna, este ano, o Dingo Bells é uma das atrações brasileiras no próximo festival Lollapalooza, que acontece em 2016. A banda gaúcha vem se apresentando em todo o Brasil durante os últimos meses e, nesta quarta, 11, revela uma versão intimista da canção “Funcionário do Mês”, com exclusividade no Sobe o Som.

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Nona faixa de Maravilhas da Vida Moderna, “Funcionário do Mês”, na gravação original, traz arranjos aéreos, com pegada psicodélica, crescendo com groove e backing vocals na segunda metade. Ela é também uma das canções que melhor representa o conceito do álbum, voltado a reflexões e divagações acerca da vida contemporânea.

Na versão acústica e intimista – gravada em áudio e vídeo para o Projeto Camaleão, na Area 51, em Porto Alegre –, eles priorizam a melodia e os vocais de Rodrigo Fischmann, que passeia entre tons mais altos sem perder a desenvoltura. Com base em violão e teclado, a nova versão de “Funcionário do Mês” ganha decoração com sons feitos em máquina de escrever, dando o andamento à música.

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Além de Fischmann, o Dingo Bells é formado por Felipe Kautz (baixista, vocalista e tocador de máquina de escrever), Diogo Brochmann (guitarrista e tecladista). O trio da escalação principal eventualmente é acompanhado pelo guitarrista Fabricio Gambogi (no vídeo, também “tocando” a máquina de escrever) em algumas das apresentações.

Veja a versão intimista de “Funcionário do Mês” abaixo

Lançado no último mês de abril, Maravilhas da Vida Moderna não representou apenas a estreia do Dingo Bells em disco, como também colocou a banda no mapa da nova música brasileira de destaque. O álbum rendeu aos gaúchos uma turnê nacional com o trio baiano Maglore, além de uma vaga na escalação do Lollapalooza 2016.

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“Queríamos algo que nos deixasse satisfeitos”, disse Kautz sobre o álbum de estreia, na ocasião do lançamento, em entrevista à Rolling Stone Brasil. “É quase como se eu quisesse fazer algo que eu pudesse mostrar para o meu filho. Dizer: ‘Olha só, um dia eu me reuni com esses caras e a gente fez isso.”

Praticamente criado nas idas frequentes do grupo a um sítio na região de Viamão, no Rio Grande do Sul, Maravilhas da Vida Moderna teve participações de Felipe Zancanaro (Apanhador Só) e produção de Marcelo Fruet. “Gravamos bateria, baixo, alguns violões, guitarras e coisas que achávamos que o sítio poderia acrescentar, como sonoridade e como aura do lugar”, comentou Kautz.

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“Tudo se encaixou sob esse ‘telhado’”, teorizou Fischmann, na mesma entrevista, citando o conceito que ultrapassa os versos e vai do título à arte do disco. Kautz ainda emendou: “Falamos sobre como vemos as pessoas levando a vida delas – e isso nos inclui. Então, [as faixas] têm muito mais um quê de reflexão mesmo. Procuramos fazer do álbum uma ilustração do tempo em que vivemos.”

Abaixo, ouça a íntegra de Maravilhas da Vida Moderna.