Exclusivo: Curumin fala da libertação das prisões artísticas e credita sobrevivência à internet

Artista lançou o mais recente disco dele, Arrocha, o terceiro da carreira, em 2012

Redação Publicado em 22/07/2015, às 13h43 - Atualizado às 15h27

Curumin
Reprodução

Além das prisões físicas que emparedam atualmente mais de 600 mil pessoas no Brasil, a maior parte delas originárias dos bolsões de miséria do país, tão citadas – principalmente – em letras de grupos de rap, outro tipo de encarceramento é material de trabalho para o artista nacional, diz Curumin.

Emicida expõe a luta de classes e o preconceito racial no impactante clipe de “Boa Esperança”.

“A liberdade é uma busca de todo mundo. A liberdade criativa também depende muito de você ter produção, de tocar, de cantar,de escrever, tudo isso são prisões que às vezes são difíceis de se libertar”, filosofa o cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista, que assume vocal e bateria nas apresentações ao vivo.

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Em novo episódio do Spotlight, série da ONErpm que mostra a visão do artista sobre a própria obra, publicado com exclusividade pelo Blog Sobe o Som no site Rolling Stone, Curumin discorre justamente a respeito das limitações que podem frear o músico.

Assista a entrevista completa abaixo:

“A gente está sempre buscando se libertar de referências. A vida inteira escutei muita música, achei coisas geniais e aquilo foi muito bom. Mas também foi uma prisão porque às vezes preciso me livrar daquelas coisas para fazer algo autoral”.

Grupo baiano Maglore mistura leveza sonora e densidade lírica no terceiro disco da carreira.

Além de como realizar, como divulgar também é um detalhe primordial, explica ele. "Ter internet hoje em dia foi o que possibilitou artistas como eu estarem fazendo música ainda".

Curumin já lançou três discos em carreira solo, mesclando música brasileira, eletrônica, samba, reggae, soul e hip hop. O último desses álbuns é Arrocha, de 2012, do qual ele escolheu “Doce” para uma inédita versão acústica gravada para o ONErpm Spotlight.