Exclusivo: futurista, banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas lança Positrônico

Terceiro disco do grupo é inspirado no universo da ficção científica

Thiago Neves Publicado em 06/10/2015, às 16h35 - Atualizado às 18h50

Aeromoças e Tenistas Russas.
Cinemacaco

por Thiago Neves

Positrônico é um termo oriundo da literatura de ficção científica para nomear o cérebro de robôs que possuem inteligência artificial. A palavra foi empregada originalmente pelo escritor radicado em Nova York Isaac Asimov, sendo aproveitada em produções como Star Trek e Perry Rhodan. Em 2015, o termo criado por Asimov intitula o terceiro álbum da banda paulista Aeromoças e Tenistas Russas.

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Contendo dez canções, o registro produzido pelo guitarrista Zé Vito e pelo engenheiro de som Martin Scian, cria, logo em “2036”, faixa de abertura, o ambiente futurista que guia o restante do trabalho. Apesar da imersão universo estético, Juliano Parreira, baixista do Aeromoças e Tenistas Russas, explica que a escolha foi conjunta e, de certa forma, lenta: “A tag da ficção científica foi aparecendo cada vez mais intensamente a partir das interpretações de materiais recolhidos. Com isso fomos pesquisando histórias, personagens e fatos até chegar no nome e conceito do disco e de cada música”.

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Gravado entre novembro de 2014 e julho de 2015, no estúdio Massa, no Rio de Janeiro, o Positrônico é resultado de um minucioso processo produtivo, que exigiu dos músicos a construção de uma narrativa apenas através de sons. “O grande desafio é conseguir prender atenção do público e construir isso sem a utilização de palavras. Também procuramos nos afastar do instrumental mais conhecido popularmente. A ideia da nossa música é ser dinâmica, sem rótulo ou estilo definido”, conta Parreira.

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“Tudo foi surgindo espontaneamente e nos propusemos a registrar as diferentes etapas de todo o processo, ouvindo, reouvindo, arranjando e rearranjando durante a gravação. Foram no total quatro pré-gravações antes de ir pro Rio gravar realmente o que seria o Positrônico”, reitera o baterista Eduardo Porto. O músico ainda ressalta a importância de Martin Scian para a constituição do álbum. Segundo Porto, o engenheiro “Acrescentou muito na preocupação estética por buscar uma narrativa coesa do início ao fim do disco através da mixagem analógica”.

Formado também por Gustavo Palma "Hoolis" (Teclado) e Gustavo Koshikumo (Guitarra), o Aeromoças e Tenistas Russas entrega Positrônico reforçando o detalhismo sonoro dos dois álbuns anteriores: A Experiência de Jaque Vilanova (2013) e Kadmirra (2011).

Ouça Positrônico