Exclusivo: imerso no imaginário spaghetti western, Fil and the Guitar Gun lança “Poker of Death”

Single faz parte de Fort Bravo, segundo álbum do músico

Thiago Neves Publicado em 22/07/2015, às 15h58 - Atualizado em 04/09/2015, às 16h10

Fil and the Guitar Gun.
Divulgação

As referências de Fil and the Guitar Gun, projeto solo do multi-instrumentista paulista Filinto Fil, são claras. Apaixonado pela estética spaghetti western, o ex-guitarrista do Borderlinerz prepara o lançamento de Fort Bravo, novo disco solo do músico.

Emicida expõe a luta de classes e o preconceito racial no impactante clipe de “Boa Esperança”.

Inteiramente instrumental, o registro vem na sequência de Living in the Old West, que segundo o próprio músico, é mais maduro. “O disco está praticamente pronto e deve ser lançado entre o fim de agosto e o começo de setembro. Posso dizer que houve um amadurecimento nas composições. Hoje, sei melhor como timbrar e gravar os instrumentos para soar como na época em que se passam os filmes. Fiquei bastante satisfeito!”, explica.

Exclusivo: De Leve ressalta o poder da internet para a cena do hip-hop no Brasil.

Inspirado nos filmes italianos de faroeste dos anos 1960 e 1970, Fil ressalta a importância dos compositores europeus para a formação musical dele. “Se fosse fazer um top 5 dos meus compositores favoritos, todos seriam italianos. Dentre os meus favoritos estão Luis Bacalov – que é argentino, mas viveu na Itália -, Ennio Morricone, que vai assinar a trilha do próximo filme do Tarantino, além de Francesco de Masi, Alessandro Alessandroni e Bruno Nicolai”.

Grupo baiano Maglore mistura leveza sonora e densidade lírica no terceiro disco da carreira.

“Poker of Death”, o primeiro single do novo disco, é uma prévia de uma sonoridade mais agressiva, que, segundo o músico, reflete a experiência de gravação do registro. “Sou eu que gravo todos os instrumentos, não é um processo simples. A expressão ‘Fort Bravo’ é reincidente nos filmes de faroeste. Optei por trazer referências do gênero, como o jogo de poker, por exemplo”, relata o multi-instrumentista. “Mas o que definiu o título do álbum foi sonoridade das palavras em português: ‘Forte e Bravo’. Era como eu queria que o disco soasse, pois não deixa de ser a maneira como me senti durante o processo”, explica.