Exclusivo: Mercado de Peixe vai fundo em experimentações com “Cores Tropicais”, do novo Água da Faca

O disco, uma mistura de referências brasileiras, latino-americanas e multinacionais, é a oitava gravação da banda do interior de São Paulo

Lucas Borges Publicado em 27/07/2015, às 14h02 - Atualizado às 15h37

Mercado de Peixe
Cosmo Roncon Jr.

Isolado em um sítio na cidade de Piratininga, no interior de São Paulo, o Mercado de Peixe seguiu desbravando as fronteiras musicais e conectando gêneros de origens ímpares para o que se transformou no disco Água da Faca, oitava gravação da banda, que será lançado em 1° de agosto deste ano.

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Os integrantes Juninho Madureira (vocal), Fernando TRZ (synths, acordeon, piano elétrico), Paulo Pires (bateria), Emerson Gomes Vanderlei (percussão, efeitos), Fabiano Alcântara (baixo) e Ricardo Polettini (guitarra e viola) ganharam o reforço do guitarrista Saulo Duarte, vencedor do Prêmio da Música Brasileira, em 2015, do percussionista Rômulo Nardes, da banda Bixiga 70, das cantoras Tika e Kika, do percussionista Junião e do cantor e multi-instrumentista Pipo Pegoraro, também responsável pela mixagem. Fernando TRZ ainda assina a direção musical.

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Criado em 1996, em Bauru, o Mercado de Peixe surgiu com a proposta de se dedicar à música popular brasileira e depois de alguns anos, passou se interessar por viola, acordeon e temática caipira. As experimentações da cultura interiorana com sons eletrônicos deu ao grupo a alcunha de pós-caipira, definição vivíssima em Água da Faca, primeiro trabalho deles em sete anos.

Em “Cores Tropicais”, faixa do álbum lançado com exclusividade pelo Blog Sobe o Som, baixo e guitarra swingados formam o plano de fundo para uma faixa essencialmente africana, com ritmo de samba.

Ouça "Cores Tropicais:

Seria impossível tirar conclusões sobre o disco todo a partir dessa canção, porém. Nessa incursão, viaja-se pela roça em “Água de Faca” e dança-se freneticamente em “Todos Pela Paz”. Rock and roll, cumbia, música cigana, está tudo ali. O que de fato une o álbum é a temática libertária e as inúmeras referências a lugares e a povos nativos do Brasil e da América Latina.

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Como não poderia deixar de ser, o Mercado de Peixe inicia série de novos shows pelo interior paulista, a partir de 15 de agosto, em Bauru, com datas confirmadas também em Piratininga (16/8), no Festival Brasilidades, em Ribeirão Preto (12/9) e na festa de abertura do Festival Contato, em São Carlos (13/9).