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O Terno, Luiza Lian e artistas do selo Risco fazem regravações em coletânea; ouça

Músicos do coletivo paulistano – que também conta com Charlie e os Marretas e Memórias de Um Caramujo, entre outros – misturam os repertórios na primeira compilação da marca

Lucas Brêda Publicado em 12/05/2016, às 12h20 - Atualizado às 12h38

Gravação no Red Bull Studios
Reprodução

Por Lucas Brêda

Formado em 2013, o selo Risco representa oito artistas independentes de São Paulo que se reuniram para produzir e comercializar música juntos. Nesta quinta, 12, eles lançam – com exclusividade no Sobe o Som – a primeira coletânea da marca (capa abaixo), que traz regravações de faixas de artistas do coletivo em versões de outros nomes do casting.

Banda mais relevante do Risco, O Terno, por exemplo, regravou a canção “Ávida Dúvida”, lançada em 2014 no segundo disco do Memórias de Um Caramujo, Cheio de Gente. Já a faixa “Bote ao Contrário”, que abre o segundo álbum, autointitulado (também de 2014), do Terno, por sua vez, ganhou tons harmônicos em desacelerada versão do Noite Torta.

O “troca-troca” é ainda mais intenso do que aparenta à primeira vista, uma vez que os músicos do selo dividem não apenas a produção dos álbuns, mas também as formações das bandas do casting. Enquanto Luiza Lian é acompanhada por músicos do Terno, o multi-instrumentista Gabriel Milliet integra tanto o Memórias de Um Caramujo quanto o Grand Bazaar.

Os integrantes do coletivo – que já lançaram conteúdo pelo Risco separadamente –, misturaram os repertórios em gravação feita em 2015, Red Bull Studios (com apenas um dia para gravação e outro para mixagem), em São Paulo. Além das oito canções em novas versões, há também uma faixa bônus, assinada por Milliet e apresentada por um time de músicos do selo.

Há O Terno tocando “Ávida Dúvida” (Memórias de Um Caramujo); Charlie e os Marretas, “Yaz Dir Diri” (Grand Bazaar); Luiza Lian “De Manhã” (Caio Falcão e Um Bando); Memórias de um Caramujo, “Linda, Linda” (Luiza Lian); Grand Bazaar, “Whiskey is Over” (Mojo Workers); Caio Falcão e Um Bando, “Sem Desencantos” (Noite Torta); Mojo Workers, “Chegou a Hora” (Charlie e os Marretas); e Noite Torta, “Bote ao Contrário” (O Terno).

Em entrevista recente à Rolling Stone Brasil, Guilherme Giraldi, baixista do Charlie e Os Marretas e um dos idealizadores do Risco, comentou a criação do selo. “É a formalização de algo que já existia, surgiu de uma forma bem espontânea. Tem uma coisa estética, as bandas compartilham integrantes, têm o mesmo gosto, ouvem coisas parecidas, gostam do som um do outro, estão sempre está trocando informações e influências, convivem nos mesmos lugares. Mas o Risco existe também para haver uma empresa, algo organizado, uma marca que uma.”

O show de lançamento da coletânea acontecerá também na capital paulista, no Centro Cultural São Paulo, na sala Adoniran Barbosa, às 20h30 da próxima quinta-feira, 19, com entrada gratuita. Abaixo, ouça a coletânea e assista a alguns teasers com artistas do Risco.