Treta no rock

Redação Publicado em 15/10/2010, às 13h55

Os Rolling Stones podem ter décadas de estrada, mas, ao que parece, o relacionamento entre os integrantes não é dos melhores há anos. Em sua autobiografia, intitulada Life, que chega às livrarias no final deste mês, Keith Richards andou desabafando sobre seu companheiro de rock 'n' roll, Mick Jagger.

Segundo informou o site Gigwise, o guitarrista disse que o frontman da histórica banda se tornou um cara "insuportável". Em um dos trechos do livro, liberado pelo jornal The Times, Richards revelou que há uma imensa distância hoje em dia entre os dois. "Eu costumava amar Mick, mas eu não entro em seu camarim há 20 anos", escreveu. "Às vezes penso: 'Sinto falta do meu amigo.' Costumo me perguntar 'Aonde ele foi?'"

De acordo com ele, a mudança de Jagger começou a acontecer no início dos anos 80 e que desde então o vocalista nunca mais foi o mesmo. Ao comentar, em um dos trechos de Life, sobre o álbum Goddess In The Doorway, lançado por Mick Jagger em 2001 em sua carreira solo, ainda alfinetou: "É como o Minha Luta [livro escrito por Adolf Hitler] - todo mundo tinha, mas ninguém leu".

Vale lembrar que segundo informações divulgadas no mês de julho, Keith Richards teria sido orientado a atenuar alguns trechos de sua autobiografia, já que o material traz algumas revelações referentes a Jagger - como a relação dele com as drogas e a respeito dos casos extraconjugais que o vocalista manteve durante alguns períodos de sua vida.

Em entrevista ao The Times, Richards contou que Jagger já leu Life e adicionou: "Acho que o livro abriu os olhos dele, na verdade". O guitarrista revelou ainda que a única parte que o frontman quis que fosse retirada foi um trecho em que Richards conta que Mick usava um treinador de voz. Pedido não atendido. "Estou tentando contar a verdade aqui", afirmou.

Rolling Stone EUA

Keith Richards está na capa da nova edição da Rolling Stone EUA e o site disponibilizou um trecho de Life, acompanhado de imagens da época, no qual o guitarrista fala sobre a turnê da banda, feita no ano de 1972. "A turnê de 1972 era conhecida por outros nomes - a turnê da cocaína e da tequila sunrise ou STP, Stones Touring Party (em tradução livre Turnê Festiva dos Stones). Era o começo das reservas de andares inteiros de hotéis, sem ninguém autorizado a subir, para que alguns de nós, como eu, pudéssemos ter privacidade e segurança", escreveu.

"Eu não atribuo minha sobrevivência somente à alta qualidade das drogas que eu tomava. Eu era muito meticuloso sobre o quanto tomava. Nunca colocava mais para ficar mais chapado. É nisso que as pessoas mais se fodem com relação às drogas. É a ganância envolvida que realmente nunca me afetou." Veja aqui.