Versão física de To Pimp A Butterfly, do rapper Kendrick Lamar, contém mensagem em braile

Assim como em Good Kid, m.A.A.d City, nota é uma continuação do título

Redação Publicado em 03/05/2015, às 11h06

Galeria - discos aguardados - Kendrick Lamar
Katie Darby/AP

Em recente entrevista ao site Mass Appeal, Kendrick Lamar afirmou que havia algo a ser revelado sobre o título To Pimp A Butterfly, aclamado álbum do rapper lançado em 2015. Nesta semana chegou às lojas a versão física do disco. No encarte é possível notar algo escrito em braile. Segundo Lamar, o texto é uma continuação do nome do registro.

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Durante a entrevista, o rapper de Compton explicou a proposta: “Acho que ninguém decifrou a mensagem ainda, a ironia é que se pode ver os pontos, que completam o nome de To Pimp A Butterfly".

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A revista Complex contactou um professor de braile, que decifrou as seguintes palavras “Um Kendrick por em Branco Carta Lamar” (com as palavras dispostas em uma ordem aleatória que impede a compreensão). Entretanto, ao organizar a sentença, lê-se “Uma Carta em Branco por Kendrick Lamar” assim como em Good Kid, m.A.A.d City, de 2012, que tinha como continuação do título "Um Curta-Metragem por Kendrick Lamar".

Recentemente, Kendrick Lamar revelou que um dos possíveis nomes do álbum seria Tu Pimp a Caterpillar, em homenagem ao rapper Tupac, mas ele acabou optando por To Pimp A Butterfly.

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A aparição antecipada nos serviços de música online foi a única surpresa do álbum. Era sabido que To Pimp A Butterfly não seria uma continuação de Good Kid M.A.A.D City, lançado em 2012. A teoria se confirmou e o rapper de Compton surge com um material completamente diferente da discografia dele.

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A produção executiva de Anthony Tiffith e Dr. Dre originou um trabalho que carrega a sonoridade de nomes como Flying Lotus (“Wesley’s Theory”) e Thundercat (“These Walls”), no entanto – e talvez aí esteja o grande mérito de To Pimp A Butterfly - o disco não poderia ser de nenhum outro artista que não Kendrick Lamar.

A solidez de Good Kid M.A.A.D City certamente colocou interrogações na mente de todos os fãs do rapper: o que vem a seguir? O nível será mantido? Felizmente, a resposta é afirmativa em ambos os casos. To Pimp A Butterfly provou tanto a capacidade criativa de Lamar quanto a manutenção de uma voz ímpar, de rimas extremamente pessoais e complexas.

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Outro ponto forte do disco é a discussão a respeito de questões raciais nos Estados Unidos. O caráter político das letras de Lamar não são novidade, pois desde Section.80, álbum de estreia do cantor, a violência policial é pauta. No entanto, o tom sobe em To Pimp A Butterfly, da desafiadora “The Blacker The Berry” até a sóbria “Mortal Man”, os versos do músico deixam clara a postura dele em relação aos abusos institucionais norte-americanos.

A capa do álbum, divulgada na última semana, complementa o conteúdo do registro: a voz de Compton deve ser ouvida, nem que ela tenha de invadir a Casa Branca.

"Don't all dogs go to heaven? Don't Gangsta's boogie? Do owl shit stank? Lions, Tigers & Bears. But TO PIMP A BUTTERFLY. Its the American dream nigga...." - lil Homie.

Uma foto publicada por Kendrick Lamar (@kendricklamar) em

Ouça To Pimp A Butterfly na íntegra: