Bastardos Inglórios: Angelina Jolie brigou com Brad Pitt por participar de filme com Harvey Weinstein

A atriz não gostou da ideia do então marido trabalhando com Weinstein, produtor acusado de abusar de centenas de mulheres - inclusive Jolie

Redação Publicado em 07/09/2021, às 15h45

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Angelina Jolie (foto: Invision/AP) e Brad Pitt no Globo de Ouro 2020 (Foto: Jordan Strauss / Invision / AP)

Angelina Jolie não gostou de ouvir que Brad Pitt, ex-marido dela, aceitou trabalhar com Harvey Weinstein, produtor acusado de abusar sexualmente de mais de 100 mulheres. Ao The Guardian, revelou como ficou magoada do então esposo trabalhar com o cineasta em Bastardos Inglórios (2009).

Jolie detalhou como isso magoou pois ela foi uma das vítimas de assédio de Weinstein em 1998. A atriz participou de Corações Apaixonados, e narrou na entrevista a situação pela qual passou:

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"Se você sai do ambiente, pensa que ele tentou, mas não conseguiu, certo? Mas a verdade é que a tentativa e a experiência da tentativa são um abuso. Foi muito além de uma cantada, aquilo me obrigou a fugir."

Desde o problema com Weinstein, Jolie decidiu alertar as pessoas sobre ele: "Lembro de contar [ao] meu primeiro marido, quem foi ótimo sobre isso, para contar para todos os caras - não deixem meninas sozinhas perto dele."

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Ainda comentou sobre o convite para O Aviador, mas a inevitável recusa pelo envolvimento do produtor. Se recusava a participar de quaisquer produções envolvendo Weinstein.

Por isso foi "tão difícil quando o Brad o fez." Em 2009 e 2012, Brad Pitt participou de produções de Weinstein - Bastardos Inglórios e O Homem da Máfia, respectivamente. "Brigamos por isso. Claro que machucou," disse Jolie em entrevista. 

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Os crimes de Harvey Weinstein

Em 2017, várias mulheres começaram a acusar Weinstein de abuso sexual, ataques sexuais e estupros. Em novembro daquele ano, Asia Argento, atriz italiana, lançou uma lista com mais de 100 mulheres que alegavam terem sido vítimas do produtor entre 1980 e 2015. 18 dessas mulheres acusavam de estupro.

O método dele era atrair jovens para quartos de hotel ou escritórios sob pretextos profissionais, e então solicitava massagens e serviços sexuais. Ameaçava as vítimas afirmando que fazer isso ajudaria na carreira, e não fazê-lo, atrapalharia. Usava Gwyneth Paltrow como exemplo de sucesso (ela negou ter se envolvido com ele).

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Weinstein foi condenado a 23 anos na prisão de Nova York.