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Christopher Nolan, bomba atômica e IAs: 'possibilidade terrível'

Nolan ressaltou a importância de responsabilizar usuários pela forma como aplicam tecnologia

por Heloísa Lisboa (@helocoptero) Publicado em 17/07/2023, às 16h48

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Christopher Nolan (Divulgação)
Christopher Nolan (Divulgação)

Christopher Nolan refletiu sobre o uso de IA (Inteligência Artificial) no cinema e traçou um paralelo com o tema de seu mais novo filme, Oppenheimer, em um painel após a exibição do longa-metragem em Nova York (via Variety).

"A ascensão de empresas nos últimos 15 anos falando sobre algoritmo – sem saber o que isso significa, sem senso matemático... Esses caras não sabem o que é um algoritmo," disse o cineasta. "Aplicando isso à IA, é uma possibilidade terrível. [...] Sistemas de IA estarão no comando de armas nucleares. [...] Temos que responsabilizar o que as pessoas fazem com as ferramentas que têm," continuou.

Oppenheimer (Divulgação)
Oppenheimer (Divulgação)

Nolan ainda falou sobre a greve de sindicatos que ocorre nos Estados Unidos: "Com as disputas trabalhistas acontecendo em Hollywood nesse momento, muito disso — quando falamos de IA, quando falamos desses problemas — é gerado pela mesma coisa, que é quando você inova com tecnologia, você tem que se responsabilizar."

Oppenheimerretrata a história do cientista de mesmo nome que criou a bomba atômica. O físico condenou o uso da arma no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e demonstrou arrependimento por ter participado do desenvolvimento da tecnologia. De forma semelhante, o precursor da IA Geoffrey Hinton afirmou ao The New York Times: “Meu consolo é pensar que se eu não tivesse feito, alguém o teria."