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Além de Barbie: filmes boicotados por grupos religiosos [LISTA]

Uma série de filmes são ameaçados todos os anos por abordar questões LGBTQIA+

(Foto: reproduçao)
(Foto: reproduçao)

O filme Barbie, que estreou nos cinemas na última semana, foi acusado de ser "problemático" por grupos religiosos ao estar relacionado à comunidade LGBTQ+. Na última semana, um pastor chamado Kent Christmas chegou a pedir um "julgamento santo" em sua igreja, que fica no Tennessee, Estados Unidos. 

Eu amaldiçoo em nome do Senhor este novo filme da Barbie que foi lançado cheio de transexual, transgênero e homossexualidade,” disse o pastor em um vídeo que circulou nas redes sociais. 

Barbie não foi a única produção a causar polêmica entre grupos religiosos. Relembre abaixo uma série de filmes ameaçados de boicote.

Thor: Amor e Trovão (2022)

Cena de 'Thor: Amor e Trovão' (Foto: reprodução)
Cena de 'Thor: Amor e Trovão' (Foto: reprodução)

O grupo cristão norte-americano One Million Moms protestou e pediu o boicote de Thor: Amor e Trovão. Segundo eles, o enredo do filme possui "conteúdo LGBTQIA+ explícito". 

Na ocasião, o texto da instituição religiosa usou algumas cenas do filme para pedir cancelamento da exibição do longa-metragem, incluindo o personagem Korg (Taika Waititi) mencionando que tem dois pais e sua espécie faz "sexo com as mãos" diante de um poço de lava para se reproduzirem.

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A petição também mencionava que a "deusa bissexual" Valquíria, interpretada por Tessa Thompson, beija a mão de uma das súditas de Zeus (Russell Crowe) para demonstrar seu interesse nela. Além disso, também citam que Axl (Kieron L. Dyer) insiste em ser chamado por este nome, por ser "de gênero neutro", ao invés de seu nome de batismo.

A última objeção do One Million Moms é curiosa: "A tensão romântica gay entre Thor (Chris Hemsworth) e o Senhor das Estrelas (Chris Pratt) é aparente e tratada como uma piada durante o filme".

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A Bela e Fera (2017)

Não é a primeira vez que o One Million Moms, membro da Associação da Família Americana (AFA), um grupo cristão conservador que faz campanha contra os direitos LGBTQIA+, realiza protestos contra a mídia - entre seus alvos também está A Bela e a Fera (2017), pela inclusão de personagens queer em suas tramas.

Na ocasião, a AFA arrecadou dinheiro para criar "filmes de famílias de Deus" e ser um novo rival da Disney. Pediu para que pais protestem contra produções da Disney antes do lançamento. 

 "Pais devem ser avisados que a Disney deu sinal verde para uma forte agenda LGBTQ em um filme que atinge o mercado entre 5 e 11 anos", declarou a instituição.

Os filmes Lightyear (2022), Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022), West Side Story (2021) e Eternos (2021) também estão na lista crescente de grandes títulos da Disney a serem bloqueados pelos devido à inclusão de cenas LGBTQ+, que muitas vezes entram em conflito devido à homossexualidade ser oficialmente ilegal na maioria do Oriente Médio e Ásia.

Especial de Natal: Porta dos Fundos (2018)

Porta dos Fundos : Especial de Natal (Foto: Divulgação)
Porta dos Fundos : Especial de Natal (Foto: Divulgação)

O especial A Primeira Tentação de Cristo do Porta dos Fundos retratou Jesus como homossexual e causou revolta em líderes de diferentes religiões. A produção foi tida como "um legítimo exercício da crítica, que não incita a violência nem traz qualquer conteúdo discriminatório" pelo judiciário (via Omelete).

A Netflix e o Porta dos Fundos venceram ação contra o especial de Natal que foi ao ar na plataforma em 2019. O processo foi movido pelo líder do centro de umbanda Ilê Asé Ofá de Prata, Alexandre Montecerrathe, segundo o jornal O Globo.

Além de R$ 1 bilhão em indenização, Alexandre pedia a retirada do episódio do serviço de streaming. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou o processo ao Rio de Janeiro, para que seja arquivado. Assim, não há a possibilidade de recurso. O tema chegou a STJ após diversas ações movidas por motivos similares.

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